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"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
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Intensas lidas. /
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Luzes acendem, /
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Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)


Nova Ortografia.
Nós, o Editor do Blog,
nos acentos diferenciais
e em vogais dobradas
+ hifens, recusamos,
não aderimos!


[Contra-Capa]

CADERNOS DE GRAMSCI

Feliz sois vós, quando do tipo não sei, mas quero saber!
(Por: Joseh Pereira – 01/07/2019) – Reeditado

Difícil imaginar que haja até os dias atuais alguém que tenha resistido culturalmente, nada lhe chegando à cabeça das teorias de Gramsci, quais os seus métodos e como funcionam. Porém, apesar de inúmeros modelos didáticos à disposição dedicados à infiltração da doutrina gramscista no Brasil, muita gente se manifesta como desconhecedora do assunto. Nós, ainda durante a versão original do Post em 2014, tivemos a felicidade de encontrar e escolher um trabalho bastante completo e esclarecedor do Diário do Comércio, por nós simplesmente intitulado [Gramscismo], ambientado no Blog com total respeito à fonte, cujo link, lamentamos, deixou de existir. Aliás, muitos dos nossos cidadãos, como nos certificamos, nunca ouviram falar de ANTONIO GRAMSCI porque raros os autores e mais raros ainda os jornalistas para alertarem a opinião pública, ou melhor, a Sociedade Nacional do forte veneno teórico-doutrinário que, aos poucos instilado nas mentes e consciências dos mais mal-informados, infelizmente, vai tomando conta do país. O homem da foto, com um pequeno mapa territorial na cabeça, é Mikhail Gorbachev, o responsável pela redução da tensão e a abertura política da União Soviética, contribuindo desta forma com a queda do Muro de Berlim (fins de 1989) e a total dissolução do bloco comunista. Devemos ter como certo que, desde Karl Marx, criador do materialismo socialista, nascido em 05/05/1818 na Alemanha e 65 anos depois morto em Londres, onde passara a morar, o mundo não teve mais sossego, sendo sempre fustigado por todos os lados e de todas as formas. O comunismo se protege pela mentira e subordina pelo medo, em cujo dicionário estão proibidas as palavras mérito e eficiência. Durante a chamada Guerra Fria em que cães dos dois lados do mundo, soviéticos e norte-americanos rosnavam e recolhiam-se nos seus ninhos (entendam, arsenais bélicos), não obstante a inquietação e angústia do mundo livre pelas ameaças reais constantes, diretas e indiretas fomentadas pelos comunistas russos, ao menos os comunistas e filo-comunistas se expunham orgulhosos das suas bandeiras, não se escondendo sob máscaras as mais diversas, como vivem fazendo agora, após o maior fiasco da história, que responde pelo nome de União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Karl Marx sempre dá errado, até quando dá certo, como em Cuba, Coréia do Norte, Venezuela etc., onde nunca deveria ter se estabelecido, os povos desses países que o digam. Sim, não tenham dúvida, com o fim da Guerra Fria, a partir de 1989, o comunismo se espalhou como praga pelo mundo, sob quaisquer bandeiras ou denominações do gênero, dentro ou fora de órgãos e instituições, com seus venenos perigosos contra adversários seus do mundo livre, a estudar, trabalhar e produzir. Afinal, queremos indagar. Comunistas do mundo inteiro não produzem e mergulham em dinheiro, logo, com bastante propriedade, não vivem como parasitas ou sangue-sugas, história a dentro?! Algo, ainda que remoto, a temer pelo tom da pergunta?! Por quê?!
Voltando ao núcleo principal do tema, aprofundemo-nos um pouco mais sobre o sistema revolucionário dos discípulos de Gramsci, um italiano que, embora comunista, apenas por discordar, ser um dissidente, foi preso por outros comunistas, em cuja cela escreveu 30 cadernos, com seus métodos e teorias revolucionários por muitos hoje adotados pelo mundo. Lendo o anexo “Gramcismo” (link acima), Você saberá com detalhes: 1. Quem introduziu o gramscismo no Brasil (os comunistas, na década de 1970); 2. A constituinte de 1988 e a República Socialista (a etapa socialista do processo quase foi imediata, não fossem os democratas com a formação de combatentes de centro, neutralizando as tendências); 3. PCB e o gramscismo (1990/1, comunistas continuam defendendo a estratégia gramscista, mas URSS cai com o Muro de Berlim, PCB muda símbolos, a linguagem e o nome para PPS); 4. As esquerdas brasileiras e o gramscismo (alguns dos novos partidos e seus perfis ideológicos, esquerdas simpáticas ao gramscismo como estratégia socialista de comunização); 5. O Brasil e a revolução no Ocidente (a busca de um novo centro de irradiação do comunismo pós-URSS no Leste Europeu, o FORO DE SÃO PAULO a todo vapor, fundado aqui por Lula e Fidel Castro é o maior exemplo da transferência do foco comunista no mundo); 6. Superação do senso comum, lenta e gradual, como mandam seus scripts; 7. Neutralização das “trincheiras” da burguesia (constrangendo, esvaziando e enfraquecendo, uma a uma, as instituições e tradições do mundo democrático e livre com economia de mercado, até o desfiguramento total e suas substituições); 8. O “estado ampliado” (além da expansão direta ou indireta do estado-empresário, a estimulação de ONGs, suportadas por cofres públicos, conselhos populares de toda ordem, sindicatos, associações de classe, segmentos cada vez mais amplos da imprensa e outros setores, os quais, como braços partidários em funções de estado, daí por este financiados e remunerados, devendo-lhe proteção contra críticas e oposições). Temos desta forma um breve resumo, mas bastante robusto sobre um assunto de fundamental importância, no sentido de nos proteger dos disfarces e camuflagens enganadores da militância. Não vamos reproduzir, aqui, como se capturam porcos selvagens, pois, o caso exemplar é muito conhecido e, sabemos, como muita gente no Brasil é igualzinha, ou seja, somos loucos por coisas de graça, acostumamos depressa a não batalhar pelo que precisamos e não ligamos, quando necessários, os nossos desconfiômetros. E vamos, assim, afundando, caindo em esparrelas, discretas armadilhas pelo caminho vida a fora, quem sabe, chorando depois pelo leite derramado, pior ainda, a carregar muita gente inocente no mesmo barco furado. Pedimos também, por último, pesquisem e avaliem a influência nefasta em nossa cultura da “Novilíngua” de outro teórico comunista (George Orwell, com seu “1984″ e “A Revolução dos Bichos”) e observem se, na mais sã consciência, poderíamos admitir que “desigualdades” são “injustiças”, todo “pobre” é “excluído” (de onde e por quem) e que o “rico”, ou é um repugnante “explorador” ou “opressor” das massas, de forma a estimular conflitos às classes sociais, outrora, pacíficas e colaboradoras entre si. Outra coisa, “cidadania” é o título de cidadão conferido por um Cartório de Registro do meu nascimento, necessário lembrar, não é uma demanda popular atendida ou à espera, como quer nos fazer crer a militância, trata-se, portanto, de uma via de mão dupla do nosso Direito e Dever de cada indivíduo para com o estado. Hora de perguntar. Até quando vamos ser dóceis ovelhas a declarados maus pastores?! Ou, então, os porcos selvagens da aludida fábula?! Lembram como fazem seus caçadores?!


PS – Desculpem a nossa insistência. Sabem, eles não param, não podemos parar. Não se trata de música com uma nota só, o disco que rodamos está perfeito! Comunistas não comem crianças, como se dizia, fazem pior, muito pior. Devoram a qualquer um, em milhões de cabeças, sem dó nem piedade, como fartamente documentado pela História, cujos fatos dispensam argumentos. Falamos, é verdade, de “milhões de cabeças” que, hoje, pelo método revolucionário gramscista, querem transformá-las, mudar exatamente as nossas cabeças, ou seja, as nossas consciências, nossas mentes e intelectos, até nos tornar frios cidadãos, depois, mais “camaradas”, fiéis colaboradores ou dóceis escravos seus, condenados a em tudo aplaudi-los, sob pena de morrermos como mártires ou sermos presos como simples insetos. Está bom assim?! Ou o Post carrega demais na tinta?! Onde, por favor?! Os porcos selvagens da estória sabiam o que lhes faziam?!

MBT – Ano XX (2019): Originário de 04/01/2014, um texto em reprise com vida nova!

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Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

PRESENÇA MATEMÁTICA

Superior ao conceito, a Matemática vai buscar a definição!
(Por: Joseh Pereira – 01/06/2019) – Reeditado

Histórias de enganos e equívocos existem. Nós, muito seguros, dizíamos gostar da Língua Portuguesa e detestar a Matemática, como se fosse possível evitá-la, estudando outras coisas. Até digerirmos um livro-tese da USP, a demonstrar a onipresença da Matemática, como a matéria-mestra, profunda, da qual todas as disciplinas e setores do conhecimento dependem, explicitamente ou não. E surgem os personal computers no Brasil, com monitores de textos uniformes do DOS, rede VTX de comunicação com linha discada, planilhas do Lotus 123, impressoras de papel contínuo, com muita programação, cujos algoritmos e fluxogramas traziam as inovadoras partículas if, then, else etc. da engenhosa Lógica Booleana, em pontos estratégicos em que o computador avalia condições e, conforme uma ou outra situação toma a decisão, utilizando a Matemática, organizada em circuitos simples e integrados, a processar as soluções, informaticamente. A partir destes felizes eventos na vida pessoal e profissional, apontando um novo modo de ver e analisar pelo resto da vida, nós, mesmo não recusando o mundo do sentir, do qual derivam os conceitos das ciências humanas, ficamos por demais encantados com a Matemática, por sua fidelidade à razão e à lógica, tornando-a em definitivo a base, fundamento e princípio para qualquer matéria, “até mesmo em matéria doutrinária, ao explicar e definir a presença de Deus na sua relação com o Universo e as pessoas”, a natureza e tudo o que a compõe. Descobrimos, aí, o método do mapeamento mental para pensar e decodificar esquemas, construções e quebra-cabeças, simples e complexos do cotidiano, “assim” de sentenças e equações, termos conhecidos e incógnitas, constantes e variáveis propondo responder a dúvidas e processar soluções. Somos, por isso tudo, sem medo de errar, por uma ciência humana que adote métodos da ciência exata para reduzir suas concessões e tolerâncias elásticas, excessivas, viciantes e perturbadoras em vários sentidos. Entretanto, não quer dizer que devamos nos privar sempre das margens de tolerância ou fronteiras, que formam as zonas cinzas de certas intersecções dos conjuntos. Pois, não podemos esquecer que estamos sempre nos defrontando com a necessidade de operar mudanças ou ajustes, que a Matemática também contempla, cuja tolerância, no entanto, não cai e se perde no infinito, como ocorre quando se subestima a lógica das convenções e parâmetros matemáticos, responsáveis pela sustentação lógica e natural de coisas e fatos, que compõem o nosso ambiente, na forma tangível e intangível. Aliás, toda a Natureza, da qual somos parte integrante e o imenso Universo, o Cosmo com os espaços siderais são o maior exemplo da Matemática em ação, regida por leis, rígidas, cuja autoria humana, oriunda de qualquer época e lugar, é igual a zero! Somos partículas ínfimas deste infinito e, novamente, notem a Linguagem Matemática como único recurso para tamanha precisão. Definitivamente, vai adiantar ficar ou correr, para a Matemática não pegar?!
Na sequência, queremos realçar um pouco mais a onipresença da Matemática por todo o processo da nossa existência, coisa muito séria para poder ser subestimada. A Matemática, basicamente, compõe-se de Aritmética (ciência dos números, suas propriedades, mais as quatro operações); a Álgebra (a ocupar-se dos cálculos por meio de letras ou outros símbolos) e a Geometria (com suas linhas, ângulos, figuras e sólidos, nas formas simples, bi e tridimensionais), atuando uma área quase sempre em conjunto com outra, ou seja, matematicamente. Podemos, a seguir, percorrer momentos do cotidiano e prestarmos atenção de onde vem o vocabulário a que recorremos na declaração dos fatos. Observem, quem deita fica em linha horizontal, levanto-me (vou para cima) pela esquerda ou direita da cama, mantendo-me em pé na vertical. Posso tomar um café + ou – quente. Avaliar o tempo, calcular tipo e quantidade de roupa, vestindo-me. Descer (diminuir altura), cruzar (linha sobre linha) a avenida e seguir, assim, a desenhar meu trajeto em que a Matemática não nos esquece, como se fosse ela a nos mover, tal a sua presença. Viver é avaliar e resolver valores, reconhecer variáveis para aceitar ou recusar conjugações, não desgrudamos de algoritmos em ação que se juntam a outros maiores e mais gerais, no todo e universalmente, não tendo fim a linda brincadeira. Mas, já que falamos muito dos algoritmos, vejamos ao menos um bem simples, no [fluxograma]. Aí, o mecanismo em tela nos dá uma de três respostas, faz até duas consultas e termina com uma solução, não havendo meios termos, pois, quando uma terceira ou quarta condição ocorrer, logo se constituirá uma nova via a caminho de outro resultado, inexistindo os impasses. Daí, nós considerarmos além de sábias muito compatíveis com o assunto manifestações assim: – “Nas questões matemáticas não há incerteza ou dúvida nem distinções entre verdades médias ou de grau superior” (cf. Hilbert); “O livro da natureza foi escrito exclusivamente com figuras e símbolos matemáticos” (Galileu); “A Matemática, quando a compreendemos bem, possui não somente a verdade, mas também a suprema beleza” (Bertrand Russell); “A música é um exercício inconsciente de cálculos” (Leibniz); “Existe um paralelo entre o progresso social e a atividade matemática, países socialmente atrasados combinam com a atividade matemática inexpressiva” (cf. Jacques Chapellon); “Não há ramo da Matemática, por mais abstrato que seja, que não possa um dia vir a ser aplicado aos fenômenos do mundo real” (Lobachevsky); “O abandono da Matemática traz dano a todo o conhecimento, pois, aquele que a ignora não pode conhecer as outras ciências ou coisas do mundo” (Roger Bacon); “A Matemática é a mais simples, perfeita e antiga de todas as ciências” (Jacques Hadamard); “Um bom ensino da Matemática forma melhores hábitos de pensamento e habilita o indivíduo a usar melhor a sua inteligência” (Irene de Albuquerque); “No que se refere à ciência, a autoridade de mil pessoas não vale o simples raciocínio de um indivíduo” (Galileu); “Para criar uma filosofia é preciso apenas renunciar à metafísica e tornar-se um bom matemático” (cf. Bertrand Russell); “A natureza inteira está escrita em linguagem matemática” (Galileu); “Toda a educação científica que não se inicia com a Matemática é, naturalmente, imperfeita na sua base” (Auguste Comte); “As leis da natureza são pensamentos matemáticos de Deus” (cf. Kepler). E, para encerrar o pequeno Post, nós indagamos. Quem poderá respirar, ver o tempo, saber as horas sem recorrer à Matemática?! Ou, apesar de tudo, ainda não se sente convencido da sua soberana posição frente às demais disciplinas?! Mas, por quê? Não ficou, sequer, balançado(a)?!


PS – Que tal, neste final da Crônica, convencer-nos de que a Matemática só não dorme conosco porque quando dormimos, ela, a portar sempre a sua lógica, mantém-se de pé, bem desperta, acordada. Pois, a existência material, por mais que pareça estática, ao contrário, é muito dinâmica. A todo momento nós estamos envolvidos por estruturas racionais das causas e efeitos, os custos e benefícios com suas tendências, maiores ou menores, a determinar resultados, com termos combinados a formar modelos ou mapas vistos como possíveis. Afinal, a hora de perguntar. Qual, por exemplo, o relacionamento da Filosofia com a Matemática?! Não lhe parece, como tudo nos leva a crer, que tais ciências foram as primeiras definidas pela humanidade no começo da História?! Com a primeira respondiam “por que” e com a segunda, o “como”, pela lógica dos acontecimentos, desde os mais rudimentares aos mais sofisticados?! Que tal, enfim, reduzirmos a imensa grade disciplinar em apenas duas disciplinas, Filosofia e Matemática, uma para pensar as coisas e outra para demonstrá-las?! Ou seria um sonho em noite de verão (outono, inverno ou primavera), a desprezar a Didática, também necessária e fundamental no contexto pedagógico?!

MBT – Ano XX (2019): Originário de 01/10/2013, um texto em reprise com vida nova!

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FAMÍLIA HUMANA

Cresçamos e multipliquemos, porém, essencialmente falando!
(Por: Joseh Pereira – 01/05/2019) – Reeditado

É sério, mas também diverte, pensar que ao nascermos temos a sensação de estarmos desarticulados, percebendo-nos de repente, sem nos dar conta do imenso laço ou rede genealógica relevante que percorremos até ganharmos uma identidade própria e singular, inconfundível, tornando-nos os indivíduos que somos, a buscar e defender territórios. Assim, como disse João, o evangelista, que “o Verbo se fez carne”, embora estivesse falando de Jesus Cristo, sempre implícito no Pai enquanto Verbo (palavra dada, intenção, promessa), nós podemos considerar o raciocínio válido a todos nós que pré-existimos por muito tempo ao nosso nascimento, quando então nos dão à luz, tornando-nos visíveis, prontos para participar da experiência de viver. Somos, lá atrás, os corpos, as cabeças, os sonhos, os planos e desejos de muita gente, até que tudo isso se concentra e canaliza em um Homem e uma Mulher, que serão, por escolha da natureza não apenas material, os nossos genitores, os nossos pais, com quem formamos, física e espiritualmente, uma Família com novo desenho, por todo o sempre, digna do zelo nosso e de terceiros, o mais que pudermos. Importante, também, não esquecermos um detalhe, seja qual for nosso papel na cadeia familiar, ninguém prescinde do atributo da filiação, este “pertencimento” a um Pai, ou seja, “a ausência da figura paterna como manto protetor constitui sempre e em todas as situações numa carência urgente a ser suprida”, daí, talvez, a permanente busca consciente e inconsciente de um Pai Espiritual, neste caso, Deus, onde seria altamente recomendável toda família se encerrar, fechar seu circuito, no vértice da estrutura, o norte dos nortes. Pois, somos todos, em última análise, filhos, já aqui e por todo o sempre, tanto sob uma óptica religiosa quanto científica ou matemática. E, por falar em Matemática, queremos ainda nos referir ao “crescer e multiplicar”, expressão bíblica milenar, cujos valores são qualitativos, não quantitativos, sobressaindo a qualidade em detrimento da quantidade, como podem perceber, uma verdade bastante elementar. Como dissemos, todos somos filhos, hoje e sempre, aconteça conosco o que acontecer, casados ou não e uma fertilidade de coelhos tal o tamanho da descendência, nada nos tirará a condição de filhos, uma situação suficiente para não nos assoberbarmos como se independentes fôssemos. Óbvio que devemos alargar territórios e ganhar autonomias, “plantar árvores, ter filhos, escrever livros”, como diz certo provérbio, exercendo de um modo ou de outro a nossa paternidade, garantindo assim à posteridade um legado que nos justifique, sendo imensamente sagrada a missão a ser desempenhada em nome da Família a que temos a felicidade de pertencer. Aliás, a melhor coisa que a civilização humana concebeu foi a instituição familiar, famílias, células vivas a dar organicidade a qualquer sociedade no mundo! Como seria uma sociedade sem a participação das famílias?! Por acaso, alguém pensa em outro núcleo social superior, que possa substituir a família?! Ou, simplesmente, querem extingui-la?! Quem, conscientemente, não defenderia a própria família?! E, por consequência, todas as famílias, sem exceção?!
Na sequência, muita coisa sobre o tema haveríamos de abordar, mas devemos nos limitar a determinados focos mais pertinentes, como as drogas sem um controle maior, a sexualidade precoce com gravidez mais precoce ainda de crianças e, como resumo da ópera, a antiga campanha da “paternidade responsável por uma família administrada”. A droga, no Brasil e no mundo, todos sabemos ser a grande chaga social, há tempos tratada de forma imprópria pelas nossas autoridades da segurança e educadores, muito tímidos e ineficazes para não parecerem violentos aos olhos da “patrulha ideológica”, nos demais setores, sempre atenta a condenar as ações necessárias não vitimistas entre governos e a sociedade. Machuca muito a notícia de “meninas em tenra idade sendo sexualmente industriadas pelos próprios pais, para angariarem dinheiro com que seus genitores pagam e sustentam os seus vícios malditos”. Olhem o tamanho da destruição da família! Aliás, nem entre animais selvagens se conhece tanta selvageria e indiferença junto aos seus, onde, no caso do humano, deveria entrar a razão para “calcular, planejar e administrar”. O Homem não é um animal qualquer, daí, ao conceber e gerar um filho, impõe-se nítida obrigação ao casal em entender que se está fundando e lançando no mundo um novo projeto de vida, cuja autonomia demora para ser conquistada, cabendo-lhe o mister de formar uma personalidade, com proteção, juízo e equilíbrio, já descartada a superproteção. Quanto à família ideal, salvo melhor juízo, o melhor modelo de família ainda é e sempre será o do mundo cristão, inspirado na Sagrada Família. Ouso dizer que o mundo em geral somente se tornou e se mantém relativamente habitável, graças à existência da família como unidade básica da sociedade, onde se constroem os princípios e se forma o caráter. Felizes os filhos de berços assim, canteiros de promissoras sementes a germinar, crescer e produzir frutos. Uma grave decorrência da falta do planejamento familiar é a questão da explosão demográfica, aparentemente incontrolável. Das causas do fenômeno que concorrem desde 1960 no Brasil, três são relevantes segundo analistas sociais. Os militares, a pretexto de defender a soberania nacional em país de dimensões continentais, optaram por aumentar os nativos brasileiros para ocupar imensos espaços desocupados em regiões despovoadas; os comunistas e seus simpatizantes, ao defenderem que o aumento populacional acelerado aprofundaria as contradições do capitalismo e encurtaria o caminho para a ditadura do proletariado; por último, a Igreja Católica, por considerar antinatural ou contra a vontade de Deus o emprego de métodos contraceptivos convencionais. Aí, como resultado de uma combinação desastrosa, nós éramos 90 milhões em 1970 e, agora, já ultrapassamos os 210 milhões de habitantes, com parte expressiva amontoada em favelas e periferias das cidades a clamar por moradias, saúde e segurança, nunca o bastante. Um problema da falta de planejamento familiar a transformar-se em questão social de difícil solução. Enfim, é preciso ter estômago, olhos, ouvidos e espírito preparados para aguentar cenas deprimentes de seres na conta de humanos, mas que honestamente expondo não deveriam ter nascidos, sequer, concebidos no ventre materno! Quem, ao olhar e ver tanta miséria material e moral, misérias antes preveníveis, pode discordar de uma posição a favor do “aborto” de crianças, adultos e idosos – antes da sua concepção, bem entendido – , com juízo e responsabilidade?! Por acaso, há casas em estado real ou potencial para todos, em locais dignos à natureza humana?! Como não ser a favor do “aborto”, nas condições a que nós propugnamos?! Qual o mal em tentar abortar falhas humanas, protegendo a gravidez?! Não devem, a seu ver, andar juntos o prazer sexual e a consciência responsável?! Por que não?!


PS – Por ser Maio, saboroso mês em curso, dedicado às noivas voando para formar colônia própria com função de rainha, a sua família em que, provavelmente, serão mães, carnais, adotivas etc., pedimos licença para mostrarmos quanta saudade de pais e avós, antecedentes próximos, almas e corpos a transportar o verbo, num longo e feliz processo, gradual e progressivo de materialização. Penso no jeito singelo e único de ZORAIDE (mãe), LAUREANO (pai), MANUEL e HIPÓLITO (pais dos pais). Eu fiz questão de reproduzir os nomes para reviver situações vividas. Família é isso mesmo, uma “árvore de raízes profundas com muitos galhos a estender-se por todas as direções”. Por isso, ao finalizar a Crônica da Família, um convite para cantarmos o poema do religioso José Fernandes de Oliveira, intitulado [ORAÇÃO PELA FAMÍLIA]. Mas volte, para terminarmos a conversa. Ouviu e cantou, o que achou da letra e dos versos, da mensagem construtiva?! Não dá vontade de voltar ao [poema] e declamá-lo por inteiro, ao som de um violão, afinado e melodioso?! Falar da família, como acontece conosco, estimula sua sensibilidade?! Ou com Você não muda a temperatura?! É mesmo?!

MBT – Ano XX (2019): Originário de 01/09/2013, um texto em reprise com vida nova!

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