Guia do Blog

> Recepção (Mapa)
> Histórico (Sobre Nós)
> Fragmentos
> Sinopse do Conto
> Temas (em Versos)
> OFICINA MENTAL
> Variedades
> Da Redação
> VITRINA (Janela do Leitor)

"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
comum. Calcular PageRank com.br
Leitores Qualificados:
Ano 19 - MdM: 3.95







Intensas lidas. /
Letras recendem, /
Luzes acendem, /
Eis que desprendem /
Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

COMO CONTEMPLAR

Quando olhamos para algo intensamente e vemos muito além!
(Por: Joseh Pereira – 01/03/2018) – Reeditado do Post de 27/07/2012

Minha mulher, ao ouvir sobre o assunto, quis saber mais. E eu, atendendo à pergunta, respondo com o tema de hoje. Muito simples! Porém, para entendermos o processo da contemplação, devemos antes de tudo termos como pré-requisito a presença da alma qual um motor por excelência do nosso corpo, pela qual nos transportamos muito além do que os olhos físicos nos levam, deste modo, valorizando o próprio corpo e, também, todo o mundo material do qual se projeta a ação. O exercício da contemplação é, sem dúvida, sadio e agradável, faz fluir a noção do Todo e traz a sensação de unidade com um Ser profundo e absoluto. A contemplação tem como ponto de partida uma grande admiração, com demorada atenção e respeito para com o objeto, alvo da nossa observação, fazendo-nos meditar longamente sobre a profundidade daquilo que nos chama à atenção. Daí, talvez, venha a expressão “punir sem contemplação”. E há, também, o sentido de “abrangência”, como em: “Isto a lei não contempla” e o de “premiação”, exemplo: “Fui contemplado no sorteio”. Entre nós, há muitas formas de contemplar, no sentido estrito do foco, como no cenário a seguir. Quando à noite, sob a engenhosa abóbada celeste a baixar suas bordas no horizonte, convictos de pertencermos à Infinitude, nós, uma imensa pequenez a compor o Todo, ficamos em silêncio, maravilhados, a fitar cintilantes estrelas da Via Láctea e, ao pensar que algumas delas, a uma distância astronômica de dezenas ou centenas de anos-luz, podem ter sido destruídas por uma colisão espacial, transformadas em planetas sem luz própria ou engolidas por um buraco-negro há milênios atrás, não passando de uma ilusão de óptica eu achar que as vejo, apesar da vivacidade e brilho reais, aí, suspendemos os nossos sentidos mais objetivos e começamos a meditar, a imaginar outras dimensões, origens distantes, segredos e mistérios, que vão nos envolvendo e encantando. Eis, pois, um clássico exemplo de contemplação, em que há a concentração do espírito e o aumento máximo da elasticidade mental, que nos faz escapar para um mundo cósmico e percorrê-lo, a rastrear uma origem divina da coisa que, não apenas vemos, mais do que isto, sentimos. Esta contemplação, que é um excelente estado de oração não verbal, pode ficar melhor ainda se houver outros estímulos sensoriais associados. Religiosos que escolhem uma vida contemplativa por excelência são os monges, na clausura dos seus mosteiros. Aí, longe dos ruídos, eles dedicam sua vida inteira na busca de uma Presença, que consideram salvífica, cujas ações diárias são a oração, o canto litúrgico e a arte sacra. É uma vida totalmente de oração. Mas, avançando um pouco mais, eu vejo também outras formas de contemplação bem mais palatáveis. Como numa igreja grandiosa, ao ouvir o canto gregoriano; sob um céu limpo em noite de lua cheia e muitas estrelas; na beira de um regato, ao observar sua constância rumo a lugares estranhos; ao observar o movimento dos peixinhos no aquário da sala ou ao ver, livre, o sorriso meigo e puro de uma criança. Logo, ambientes para experiências profundas de contemplação não faltam. É possível isto nunca lhe ter ocorrido?!
Voltando, ainda, ao que falávamos, no tópico anterior encontra-se o modo mais usual da Natureza se deixar observar, óbvio que sempre despida das máscaras artificiais, permitindo-nos o diálogo contemplativo direto, agora, compreendam, achamos por bem incluir uma outra situação de relacionamento, tão extensível quanto natural e regida por necessária confiança, pois, entendemos como igualmente favorável à contemplação todo ambiente de natural cooperação entre observador e observado, quando nos é dado viver um senso místico de distanciamento ou união do distante, enquanto durar o ato contemplativo. Sim, com todas as letras, não pedimos nem impedimos, mas falamos honestamente de um homem e uma mulher, comprometidos à luz da lei, quando de volta ao seu estado original, ou seja, despidos de todas as suas vestes, dentro do seu santuário particular, a colocar-se a serviço exclusivo dos mistérios mais profundos do encanto e do magnetismo que sentem, fazendo uso da sua pureza e da dinâmica corporal para elevar-se a dimensões superiores, à transcendência cósmica e sublimação dos sentidos, sendo ideal que não haja, sequer, a erecção. Em havendo, por favor, ignorá-la, para não prejudicar a finalidade maior a ser atingida, solene e sublime. Eis, pois, uma excelente ocasião, tantas vezes descartada, pronta para uma união elevada e excelsa em momento adequado à contemplação e à meditação. Vários estudos apuram ser regenerador o exercício contemplativo, seja em que campo for, podendo ser aplicado de muitas formas no nosso cotidiano. Afinal, contemplar é sempre muito benéfico, acumula energia e reforça a alma, que nos tange e impulsiona. Quando contemplamos, nós nos expandimos, como resultado da nossa interiorização. E, por termos abordado ainda que tangencialmente uma atitude especial de nudez contemplativa, muito fácil a habituais naturistas e mais difícil a não iniciados, um processo ao qual adere quem se sente apto e seguro, algo mais se justifica. Ou seja, quanto a métodos e fins, entre autênticos Naturistas (eu, apenas simpatizante), a coisa é muito séria, sendo o seu propósito “promover uma integração harmoniosa com a Natureza, com um mínimo de artificialidade e o máximo de isenção, seja na terra, na água etc., todos consensual e literalmente nus, por todo o tempo determinado, com total integridade e respeito, sem diferenças e restrição alguma, como se nunca nenhum dos presentes tivesse sentido a obrigação de vestir-se, desde sempre”. Com esta mentalidade reafirmada, não haverá o impulso erótico e o exercício da Contemplação se dará a partir da observação ampla, haurindo-se do ambiente todo, sereno e pacífico, como deve ser nestas situações, para que a participação de cada um tenha como resultados “a tranquilização e equilíbrio da consciência pela neutralização das ansiedades típicas da carne”, mal acostumada ou viciada na sociedade convencional um tanto quanto hipócrita, que eu, entretanto, não a chamarei de depravada, apesar da abundância de sinais reveladores. Enfim, como é bom podermos contemplar ou levar alguém à contemplação. Eu, sempre que posso, gosto de me alinhar à retidão e à arte, na forma e no conteúdo, tornando o fruto do meu concurso menos vulgar e, consequentemente, mais sublime, podendo ser contemplado por mim ou por outrem. Assim sendo, diante do que observamos, convém perguntar. Vale a pena tanto esforço por uma solenidade em busca do sublime?! E isto é possível no mundo atual extremamente superficial?! Ou, mesmo assim, não se deve desistir?!


PS – Um convite. Contemple, como puder. Porém, sem seus olhos muito rigorosos para alguns aspectos dos nossos exercícios contemplativos, cada um escolha o que mais lhe convier, eliminadas as restrições que achar pertinentes. Existem cenários de fácil alcance a qualquer um e outros, menos acessíveis ou, até impróprios ou inconvenientes, conforme o caso ou preparo pessoal. Para alcançarmos bons resultados, a contemplação, a sós ou acompanhados, terá de ser espontânea. Mais do que isto, o ato contemplativo deve ser desejado, livre e natural. Assim deve ser quando oramos, elevamos as nossas preces de forma sincera. Sabiam que toda prece ou estado de oração ganha a sua plenitude quando pela contemplação o circuito se fecha e a sintonia acontece?! Vamos, pois, em nosso cotidiano, contemplar mais?!

MBT – Ano XIX (2018): Originário de 27/07/2012, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

MUNDO DE APÓSTATAS

Quando, depois de muito, mudam e desdenham da posição anterior.
(Por: Joseh Pereira – 01/02/2018) – Reeditado do Post de 30/06/2012

De um modo geral, seja entre simpatizantes de um carnaval estressante ou de um retiro interior e profundo para acalmar a alma, clamam em nós valores que norteiam nosso cotidiano e apontam horizontes, são bens espirituais e morais, que gostaríamos nunca se distanciassem de nós, mas, não raro, circunstâncias adversas ou uma nova motivação podem nos causar um afastamento, a separação, restando-nos encontrar um caminho. Nestes casos, nem sempre se tratam de apostasias, a não ser que o sujeito ao afastar-se, mediante um novo estímulo, tome uma atitude de forma deliberada e espontânea e, além disto, passe a repugnar e combater sua própria escolha anterior, que o atraía. No passado como no presente, há muitos apóstatas quer no plano religioso quanto no político. Na Bíblia, há registros em diferentes pontos que falam de manifestações de apostasia, quando muito generalizadas, intérpretes tratam-nas como sinais precursores da última vinda de Cristo à terra, o fim do mundo ou juízo final, momento em que, como afirmam os exegetas, “muitos serão os chamados e poucos os escolhidos”. Embora, muitos dos tais sinais precursores possam demorar tanto para se confirmar que se diluem e enfraquecem. No sentido, ainda, de um afastamento definitivo e deliberado de uma coisa ou valor pessoal, da sua fé ou doutrina, a apostasia pode se manifestar abertamente ou de modo oculto, latente. Fica claro quem é o apóstata, lembrando de um apóstolo, que se empenha em proteger e propagar a causa que abraça, se fizer o contrário, já se porta como um apóstata e este, conforme o ambiente a que pertence, uma vez afastado do grupo doutrinário do qual era membro, pode sofrer preconceito, intolerância, difamação e calúnia por parte dos demais membros. Há casos extremos relatados com a aplicação da pena de morte para apóstatas, como acontece entre religiosos islâmicos, nos países muçulmanos como Arábia Saudita, Irã etc. E para ser um islâmico, basta nascer de pais muçulmanos. A apostasia, não confundir com heresia e o cisma é, literalmente, a deserção ou abandono da religião ou corrente a que se reportava, por deixar de merecer sua devoção e fidelidade. Por toda parte, a apostasia é tratada com maior ou menor tolerância, sendo tolerada demais ou mesmo ignorada no cristianismo atual, por esta razão, havendo intensa migração ou fuga sem nenhum desestímulo, o que não deixa de ser preocupante. Finalmente, tenho lido que, ao contrário do que muitos poderiam esperar, vem aumentando o número de muçulmanos, por certo pela prática de violências atribuída a membros islâmicos, a converter-se ao cristianismo, não obstante a dura perseguição e mortes contra todo islâmico que ousa deixar sua religião. Quanto à fidelidade doutrinária, além do Apóstata, têm-se ainda o Ortodoxo (rigoroso às normas) e o Heterodoxo (pouco rigoroso). Saibam mais, pesquisem. Sabendo, afinal, que o islamismo cresce, vegetativamente, com o nascer do muçulmano, por que o crime grave de apostasia na escolha de outro credo?! Não existe o livre-arbítrio, sequer, no uso da razão?!


PS – É, pessoal. Laços que se quebram, em geral, doem e, em poucas vezes, deixam ganhos. Um poeta de ocasião (o Editor do Blog), lá pelas tantas, um dia registrou algo assim: – “Amálgamas certos, ligas que duram / Formam famílias, a igreja, o partido / Mas assaltam, germes noturnos, furam / E perdem a seiva que traz sentido”. Caso bastante dramático! Eis que o amálgama ocorre quando duas partes parecem uma, torna-se um todo! Depois, romper-se?! Vamos, pois, tentar nos prevenir ao menos de rompimentos os mais profundos, especialmente, quando sem uma forte e sonora justificativa?! Ou o seu filtro, no ato da escolha, anda falhando?! Neste caso, o que fazer?!

MBT – Ano XIX (2018): Originário de 30/06/2012, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

RUÍNAS DA EDUCAÇÃO

Turvam os jovens cérebros militantes e ativistas no afã do poder!
(Por: Joseh Pereira – 01/01/2018) – Reeditado do Post de 02/06/2012

Nas janelas, os sinais evidentes da chegada de 2018, no intenso e ruidoso brilho da virada das coisas velhas – ou ainda novas – para coisas mais novas ou recondicionadas e, ante a tudo isso, nossos olhos se voltam a algo deveras antigo e que não envelhece, a Educação. Quão grande a sua relevância, cuja prioridade requer que estejamos sempre atentos sobre qualquer coisa que lhe seja atinente. Quando do texto original no Blog, junho de 2012, líamos um artigo do veterano e competente jornalista, [Percival Puggina], pelo Jornal Zero Hora (RS). Sempre afinado, a falar e escrever o que a população precisa ouvir e ler, punha suas justas críticas contra o filme “Diários de Motocicleta” por simplesmente endeusar um guerrilheiro comunista. Diz ele, entre outras coisas: – Quem viu o filme lembra da passagem de Che Guevara pelo leprosário de San Pablo, atendido por religiosas em plena selva, às margens do Amazonas. E lembrará que para os sinistros efeitos do filme, Che é apresentado como um santo cheio de amor aos enfermos. Quanta mistificação! Após duas semanas por ali, enquanto superava uma crise de asma, Che bateu asas e foi fazer seu turismo revolucionário noutra freguesia. Quanto às irmãs, maltratadas pelo filme, continuaram vida afora enfiadas no mato, cuidando dos leprosos. Eis a diferença entre o verdadeiro amor ao próximo e a fantasia que empresta ao marxismo e ao comunismo o brilho vulgar das lantejoulas. Para Walter Salles, o cineasta, as religiosas eram megeras e Guevara um anjo de bondade. Tem sido assim, recorrente, a publicação de artigos no campo da Educação. Vou enfocá-la sob um aspecto que tem muito a ver com o filme abordado acima. Aliás, tão recorrentes as reflexões sobre o tema da Educação por profissionais das mais variadas especialidades que o fato já despertou reações adversas, contestando a concessão de espaços para quem não é do ramo. Nós seríamos simples palpiteiros. Mas convenhamos, é muito difícil ficar calado diante de tudo isso. Imagine um brasileiro que percorra nível a nível o sistema de ensino do país, a qual corrente filosófica mais estará submetido o tempo todo, ainda que mudando de escola, cidade e Estado, em seu percurso escolar? Alguém tem dúvida que não seja o marxismo? É análise marxista, crítica marxista, economia marxista, visão marxista da história, teologia da libertação, pedagogia do excluído e, como lastro para o materialismo histórico, camadas maciças de maledicência sobre o cristianismo. Um marxismo de polígrafo (especialista de variedades) escolar com a profundidade de um pires. Os que o lambem como tema de casa são incapazes de escrever uma lauda a respeito, mas saem do colégio prontinhos para ler a vida com os olhos que lhes deram. Poucos estudantes recebem dose suficiente de antídotos para enfrentar o que lhes é ministrado ao longo dos cursos. Assim, deixando de lado a sã filosofia e depreciando valores que inspiraram e inspiram a maioria dos melhores vultos da humanidade, como esperar coisa melhor do que isso que vemos por aí?! Diante deste cenário, afinal, indaga o articulista, como será o futuro do país?!


PS – Um texto curto, não porque as ruínas educacionais no Brasil sejam poucas, mas porque a minha bronca e a do autor a que recorremos diz respeito a como se faz um mito e quanto mal à sociedade isto pode causar. Salienta bem, o Percival Puggina, sobre a figura, “um sujeitinho vagabundo como o Che Guevara é um santo ou herói na boca suja de maus professores”, até em escolas do credo católico, confundindo e desorganizando nossos cérebros aprendizes. O que esperar do nosso futuro com estas sementes neste triste e infeliz presente?! – indaga o autor. E tais enfoques demolidores dos nossos valores desde as mais tenras idades prosseguem a todo vapor, salvo raríssimas exceções do nosso magistério, formal e informal. Como mantermos a salvo da sanha inimiga valioso legado da nossa herança?! Por que jovens e crianças submetidos a tantos desatinos?! Até quando tais cenas serão vistas?! Até quando?!

MBT – Ano XIX (2018): Originário de 02/06/2012, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!