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Intensas lidas. /
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Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

PONTOS DE VISTA

Conhecer é a soma ponderada de pertinentes ângulos de visão.
(Por: Joseh Pereira – 01/11/2017) – Reeditado do Post de 07/04/2012

Quando alguém, em certos assuntos menos técnicos ou objetivos, tenta banalizar nosso conhecimento, classificando-o como “opinião, ligada ao gosto pessoal e particular”, sendo imprópria à discussão (“gostos não se discutem”), tentando abortar de imediato o debate que poderia avançar, a gente pode se preocupar, mas fica pensando na quantidade de posições em relação ao assunto um observador pode assumir, como sugere nossa imagem da ilustração. Sei que tudo seria mais fácil se lidássemos nos vários setores da vida humana somente com as ciências exatas, cujos atos e fatos permitissem uma precisão equiparada à da informática, podendo ser identificados e tratados por meio de um algoritmo, mapas e fluxogramas, que trabalham numa linguagem de apenas dois dígitos e uma lógica que a tudo abrange, sem qualquer área cinzenta de incertezas ou a atenção a humores que confundem, as ações neste ambiente são de ideias, nunca de paixões e ideologias, sejam de que natureza for, por estas últimas serem totalmente incompatíveis em relação à lógica e precisão da informática. Digamos que se queira dar a conhecer visualmente o Prédio onde moro (torre única), com apenas oito posições do observador realiza-se no bairro o grande feito fotográfico, das suas quatro fachadas externas mais os quatro cantos do edifício. Isto quer dizer que na apresentação de qualquer coisa ou assunto, o primeiro passo é sempre a identificação dos vários ângulos de visão, em seguida, procuramos estabelecer a leitura de cada um dos pontos identificados. Sendo até fácil o processo no mundo mais técnico das exatas, em que se lidam com definições, coisas mais objetivas e contornáveis, complicando, aí sim, no mundo das humanas, com aquela fluidez por vezes excessivas dos conceitos, ao cruzar áreas intermediárias cinzentas que não se concluem, aí, é de doer. Eu não esperava, mas aconteceu. Na década de 1980, lembro-me de um aluno ter me perguntado qual o sentido da palavra “opinião”. Até o meu Post original, 2012, eu não havia escrito uma linha sobre o assunto, não me esquecendo qual fora a minha resposta. Eu fazia parte de uma equipe de professores na preparação de candidatos às Forças Armadas, onde os selecionados exercem profissões e estudam mais, sejam para trabalhar na terra (Exército), no mar (Marinha) ou no ar (Aeronáutica). Eu lecionava Língua Portuguesa, uma das matérias do Curso. Casado (mulher a trabalhar e filho pequeno), eu estudava na Cásper Líbero. Na ocasião, eu tive de ser breve, respondendo que “opinião é como eu vejo um dado das circunstâncias, sendo o reflexo do ponto de vista ou ângulo de visão do observador e, porque pouco profundo, pontual ou raso, pode mudar ao sabor dos ventos ou de uma nova posição de quem observa”. Na ocasião, durante uma aula, eu creio, foi o bastante. Mas, vem mais, a seguir! Sabiam que, tal como a notícia, uma opinião também pode ser falsa ou verdadeira?! Como distingui-las?!
Quanto à questão anterior, a gente sabe, já os filósofos gregos tentavam distinguir com precisão um ponto de vista falso do outro verdadeiro. Quando alguém opina sobre um fato ou coisa material ou imaterial com desvios de foco, seu ponto de vista não deve se sustentar, porque falso. Logo, podemos concluir, a consistência da opinião permanece ligada ao seu objeto. Saibam ainda que, além da opinião em si (maneira de pensar ou de ver, julgar; julgamento pessoal; parecer, pensamento), há o palpite (pressentimento, intuição) e a sugestão (proposta, conselho, ideia; estímulo, inspiração, instigação), todos opiniões também, porém, com um evidente desejo nelas embutido. Percebem? Duro de engolir (além do pitaco, palpite de quem ignora o assunto) é o opinioso ou opiniático. Um indivíduo inflexível quanto a seus pontos de vista, sempre intransigente, não arreda pé das suas opiniões, um obstinado e insistente nas suas formas pessoais de ver, teimoso e presunçoso. Um tipo particular de pessoa dos mais difíceis em qualquer relacionamento interpessoal. E, já caminhando para encerrar a Crônica, sob a égide do Direito de Expressar, pinta alguém e diz: – “Não há verdades, apenas pontos de vista”. Eu contesto, pois, se os objetos forem verdadeiros, as opiniões ao menos se sustentam. Outro: – “Em posição oposta, nós dois podemos estar certos, em ângulos diferentes”. Este mandou bem. Aí, outro, com a palavra: – “Todo ponto de vista é a vista de um dos pontos”. O óbvio, bem lembrado. Por último, ao homem casado, já com seu calendário meio amarelo na parede: – “Dos dois pontos de vista da mulher, com o menos generoso, encerra o homem”. Sim. Quem não pode tudo, o menos é tudo. Agora, ao voltar à vaca fria (ou aos nossos carneiros, como diriam os franceses), no terreno das opiniões, lembrávamos há pouco do Direito de Expressar, um facilitador da opinião e do debate, quando bem aplicado. Porém, nestes tempos bicudos que atravessamos, um cachimbo está entortando a boca de muita gente, até de gente boa que deveria ter resistido e foi arrastada. Refiro-me ao maldito “politicamente correto”, cruel e estapafúrdia vigilância da linguagem e do pensamento alheios, que já condenou até mesmo verbetes de dicionários e obras famosas como a do grande Monteiro Lobato, um dos mais consagrados escritores da nossa literatura, isto para darmos dois exemplos mais malucos de como opera na cultura de um povo, sorrateiramente, uma violenta revolução político-ideológica, tão cruenta em nossas vidas quanto as antigas guerrilhas, com suas armadilhas, ciladas, saques e sequestros de inocentes, ainda que no plano cultural, se pararmos para pensar. Nosso debate, que pode e deve ser educado e livre, vem sendo a toda hora podado e inibido de todas as formas pelo simples pretexto, via de regra, vazio, de que estamos sendo ofensivos e deselegantes para com uma ou outra minoria, que sequer pediram tal proteção, que, de proteção nada tem, sendo parte de uma vitimização crescente para fomentar uma “luta de classes”, até que um salvador da pátria nos proponha retirar o bode da sala, sendo aplaudido pelo fim da fedentina, por esquecermos logo quais foram os pais da criança. Vamos, com dúvida ou temor, deixar de falar como as coisas são, como a Gramática recomenda e como a Matemática sentencia, aceitando que, de fato, falamos sempre com vítimas feridas, que a Gramática é autoritária ao manter em vigor o certo e o errado e a Matemática é intolerante, ao sentenciar que, de modo inquestionável, 2 + 2 são 4?! Enfim, frente a tanta burrice e estupidez, quem pretende dizer ou emitir uma opinião, sem tergiversar nem condescender, fiel à realidade sobre a qual fala ou discorre, respeitando valores familiares e sociais, como nos basear para motivar o João Batista do deserto?! Deu para entender?!


PS – Coisas dos fortes, sim. Falar em público (a partir de três em ação), implica o respeito à ética e à moral, o que é normal e necessário. São forças constituídas por muito querer e muito saber, sendo dignas da nossa obediência ou adequação. Quem me dera no mundo de hoje as virtudes tivessem sempre lugar de destaque. Como sabem, no entanto, cada opinião está ligada ao gosto pessoal, o berço dos estilos ou modos próprios de agir. Logo, cada ponto de vista diz muito do seu autor. Assim, a qualidade do ponto de vista depende sempre do quanto apuramos as nossas escolhas. Estamos cuidando bem dos nossos gostos?! Quanto tempo se colhe e apura para, aí sim, com maior segurança, começar a distribuir da valiosa bagagem?! Que tal, um tema e seu foco à luz, já posso concluí-los, mandando fecundar o ar?! O que pensam?! Qual, afinal, seu ponto de vista?!

MBT – Ano XVIII (2017): Originário de O7/04/2012, um texto em reprise com vida nova!

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MEDO DE CAIR

Coragem ou loucura se os destinos finais mergulham nas sombras!
(Por: Joseh Pereira – 01/10/2017) – Reeditado do Post de 11/03/2012

Aplicamos, aqui, como título um atributo inseparável de toda Aventura, o nosso foco principal, seja no seu sentido real ou figurado, sempre que os nossos alvos definitivos não se tornam óbvios, casos dos mais frequentes em nosso cotidiano, ainda que nem sempre percebamos. E, na foto ao lado, a comemoração e festa de alguém que poderia estar até agora afirmando ser-lhe impossível tal coisa, no entanto, ela acreditou e foi, apesar dos limites de segurança extremamente estreitos, tudo porque alcançou uma situação de equilíbrio das forças e tendências, tornando-as todas favoráveis. Isto nos faz acreditar que a mesma aventura para um pode não ser caracterizada como tal a outrem, conforme o modo de ver dos seus praticantes. Sabemos, por outro lado, que a aventura, em geral, opõe-se à prudência e esta é uma das virtudes cardeais, conforme um conceito religioso-cultural de uma imensa maioria no Ocidente. A princípio, a pessoa prudente não deveria buscar a realização de nenhuma aventura, ao menos as mais radicais. Todavia, ela acaba por vezes se envolvendo em situação um pouco mais ousada, na qual a certeza de sucesso é pequena e a vontade de alcançar os melhores resultados aumenta a emoção, que obscurece a razão e faz crescer os riscos e o perigo típicos de uma verdadeira aventura, mesmo que prazerosa ou justificável, sob vários pontos de vista. É, também, necessário dizer que a prudência e a aventura não são antônimos perfeitos, ou seja, não se situam nos extremos da linha, mas em campos opostos. Assim, tangenciamos de leve uma coisa interessante, de um lado um possível vício e do outro, uma virtude específica para controlar. O que nos leva de imediato aos chamados Vícios Capitais em número de sete, a soberba (forma ridícula e arrogante de superioridade ou da inalcançável auto-suficiência), avareza (apego sórdido ao dinheiro ou desejo imoderado de ter, que impede a condição de ser), luxúria (no sentido de ato ou atitude com fins sensuais, dando-se demasiado valor ao sexo), ira (desejo muito forte de vingança, com o risco de eliminação do inimigo, que pode ser o próprio vingador), gula (desejo descontrolado de comer ou beber de modo a prejudicar-se a si mesmo ou a outrem), inveja (dor que sinto pelo sucesso e alegria alheios, desejando que fossem meus) e preguiça (forma habitual de aversão ao trabalho, apesar da sua incumbência e do compromisso), cujo controle se daria, respectivamente, por meio da humildade, liberalidade, castidade, paciência, temperança, caridade e diligência, sempre aplicadas na medida e tempo adequados a cada caso. Saibam ainda que das principais virtudes cristãs, três são teologais, a fé, esperança e caridade, seguidas das quatro cardeais ou morais, a prudência, justiça, fortaleza e temperança. Pode haver no mundo melhor receita para vivermos bem?! Ou já tinham esquecido da matéria pelos ruídos dos anos?!
Voltando ao tema, com foco nas aventuras, eu começo a pensar como seriam entediantes nossa vida e nossa história sem um pouco ou muito deste espírito inventivo e empreendedor, as coisas não evoluiriam, não haveria inovações. As partes mais sombrias de cada há de vir nós vamos minorando com nossos mapas, planilhas, satélites, GPS e coisas que o valham. Hoje em dia, temos recursos tecnológicos para quase todas as previsões, caindo muito a quantidade de necessárias ou obrigatórias aventuras, aquelas que, embora com chances mínimas de sucesso, ainda empreendemos na vida. Nós devemos sim conservar os bens e valores, mas também atualizar e inovar muita coisa que nos cerca para melhorar. Devemos, sempre que pudermos, evitar comportamentos prejudiciais à inovação, como: Orientar-se somente com base em formas, padrões ou regras já estabelecidas; ter atitude pessimista, ao invés de adotar um realismo mais confiante; buscar por preferência soluções prontas e acabadas, não desejando participar; demonstrar medo excessivo de arriscar, por ignorância ou preguiça de estudar, enfim, acomodar-se ao sucesso conquistado ou ao objeto adquirido, como se o mundo tivesse parado. E, quando levantamos a cabeça, vemos como existem pessoas que insistem em engatinhar, abafando e desperdiçando os impulsos de voar. Que pena! Deveríamos mirar nos muitos avanços ao longo da História, que foram frutos da pura ousadia dos que não tiveram medo de arriscar. Colombo talvez não tivesse chegado à América ou Cabral, à Ilha de Vera Cruz, não fosse o espírito de aventura desses homens em frágeis embarcações orientadas por estrelas do céu, tantas vezes atirando no que viam e acertando no que não viam. Assim, muita gente nos honrou com seus feitos, mais ou menos programados, casuais ou inesperados. Tendo sido, sem dúvida alguma, importantes aventuras destes ousados navegadores. Nossa história humana se vê recheada de lances inusitados e espetaculares, que temos no mercado editorial uma publicação especializada, a Revista [Aventuras na História], para atender um imenso público apaixonado pelos fatos de um passado que nos pertence. A vida, como é óbvio, é feita em sua maior parte de atividades rotineiras, bastante padronizadas, por vezes até meio monótonas, mas necessárias, ainda bem que sempre temperadas com atraentes desafios, cujas novidades, quando válidas, agregam novos valores, nós não podemos nem devemos dispensar. Já dizia um pensador, em feliz frase: – “Não há nada mais emocionante do que a aventura de viver” (Jonnes Miller). Peço, também, atenção às reticências de Vinícius de Morais: – “Fez-se do amigo próximo o distante / Fez-se da vida uma aventura errante / De repente, não mais que de repente…”. Mas, o título da matéria, ["Medo de Cair"], eu vi depois, leva-me a um dos meus momentos da vida mais cruciais, em que eu me sentia no meu primeiro emprego como um ser arrebatado da calma zona rural em que nasci para uma inquieta zona urbana, dentro de uma indústria metalúrgica, com 99,9% de exigências novas e estranhas. Logo abaixo do Eng. Industrial (superior do departamento), havia meu chefe imediato, o Sr. Rodolfo, um segundo pai, tantos conselhos ele me dava, uns eu punha em prática, outros ficavam no pensamento. Agora, das moças que operavam na bancada vizinha a mim, ouvia-se muito, como vindo de um belo coral feminino, cantarem um grande sucesso (gravado pela Odeon, 1962): – “Leva eu / eu também quero ir / quando chego na ladeira / tenho medo de cair / Leva eu”. Eu tinha o meu medo de cair nas ladeiras, desci algumas e subi muitas. Contudo, hoje, ladeiras ainda aparecem no radar. Mas, o medo de cair, a princípio normal, faz-nos desistir ou, ao contrário, estimula-nos a prosseguir?!


PS – Falamos, no caso, da Aventura, procurando não deixar pedras sobre pedras. Aliás, não fosse o meu propósito de dar uma cara nova a quase todos os textos já publicados para, somente depois, voltar a novos temas, eis um título que renderia um bom artigo, Vícios Capitais. Foi aí onde topei com um antídoto para os mais inveterados aventureiros, a Prudência. Pois, a aventura existe, desde que sua face objetiva esteja mais ou menos oculta e pode se tornar um vício, quando alimentada por um excessivo encantamento típico do desafio. Convém cair em tal armadilha?! Você sabia que vício é quando não controlamos a respectiva atração, como ocorre na paixão, uma fonte de prazer?! Já pensamos o bastante, detidamente, nos detalhes?!

MBT – Ano XVIII (2017): Originário de 11/03/2012, um texto em reprise com vida nova!

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DÍVIDA EXTERNA

Mudar credor com aumento da carga e principal é pagar dívida?!
(Por: Joseh Pereira – 01/09/2017) – Reeditado do Post de 02/02/2012

Meu pai já dizia “um bobo faz meia dúzia” (quando poucos enganam muitos) e estes outro tanto a repetir que Lula, qual um único competidor à altura do Divino, surge envolto em ofuscante nuvem e, num piscar de olhos, a dívida externa brasileira, tida por eternamente impagável, desaparece, não existe mais! Entretanto, nossa prudência recomenda uma outra diferente leitura. Certo dia, uma freira (foto ao lado, por Vanilda) do Recife me liga, ela também desconfia muito, acha falsa a notícia, mas uma colega do Colégio diz ter encontrado a informação na Internet. Fiz minhas advertências de praxe para quando se busca uma informação e lhe dei algumas explicações. Ela me pediu para lavrar uma carta, do jeito que eu estava falando e mandar-lhe pelo Correio. Não, eu farei melhor, vou publicar um artigo tratando do assunto, lá ficando disponível para freiras, padres, fiéis cristãos ou ateus, petistas mentirosos, os comunistas com ou sem suas grossas máscaras e alguns tucanos ruins de bico, também. Difícil, como sempre, entender um sistema financeiro de maior monta. Imaginem a economia de uma casa, depois, a de uma empresa ou grupo empresarial. Os mais leigos na matéria sofrem de certa forma por desconhecerem como funcionam e se relacionam todas as rubricas contábeis do sistema, uns se esforçam para entender e outros, após farejarem de longe, decidem afastá-las do alcance do seu radar e, quando se vêem de fato envolvidos, resta-lhes chorar pelo leite já derramado. Agora, transfiram este universo particular ou empresarial para a esfera governamental, com sua vasta gama de interesses e obrigações nacionais e internacionais. Momento em que a dificuldade de entendimento cresce exponencialmente, facilitando muito ao poder dominante, transitório ou não, de trapacear à vontade, confundindo, enganando e prejudicando a população que, por ignorar o que eles dizem e praticam, mesmo enganada, ainda bate palmas. É obvio, todo país tem seus débitos e créditos interna e externamente. No Brasil, não obstante os benefícios inegáveis existentes, nossa Dívida Externa cresceu muito com o fermento do “Milagre Econômico”, no final da década de 60 e anos posteriores, com a construção da Usina de Itaipu e suas redes de transmissão para grandes centros consumidores, mais a imensa malha rodoviária federal espalhada pelo Brasil (época da criação das chamadas BRs, de norte a sul e de leste a oeste), mais a Transamazônica que, se inteiramente construída, ligaria à [Rodovia Pan-Americana], permitindo a conexão terrestre do Sul até o Norte das Américas, via Panamá, tudo isto era muito bom (em grande parte ainda é, do que restou de uma gigantesca infra-estrutura), mas, da mesma forma que não há almoço de graça, a coisa ficou muito cara, porque financiada com recursos estrangeiros, elevando espetacularmente, nesse período, a nossa dívida financeira para com o exterior. Acho prudente e necessário cuidarmos bem do que restou de bom para minorar o seu preço que ainda é pago, fruto desse período que todos vivemos. Porém, não vamos esquecer. A dívida externa é muito mais antiga, vem desde o fim da era colonial no Brasil, ela existe e vai existir sempre, até para o bem da economia nacional, que deve se mostrar digna de créditos e de investimentos. Até aqui, tudo bem, na introdução?!
Agora, vamos a alguns relatos. E vejam: “Verdades, no ato, podem doer, as mentiras, porém, são doces enganos”, alertamos. O FMI, como principal credor tinha – segundo fontes como [Grande Mentira], por JM Almeida – títulos de U$ 15 bilhões vencíveis nos anos de 2006 e 2007. O palanqueiro Lula da Silva percebeu que podia impressionar e antecipou o “pagamento” (pior, converteu para Dívida Interna, com absurdo aumento do custo da dívida, revigorada) desta parte já em 2005, com o dólar a R$ 3,90. Se tivesse esperado o vencimento normal, o dólar estaria a R$ 1,90 e o Brasil teria economizado 30 bilhões de reais. Para qualquer bom entendedor, um péssimo negócio. E mais. A quitação de parte da dívida externa com o FMI não fez a dívida diminuir, pois, ao ser reestruturada, muitos credores internacionais, desejando ganhar mais no serviço da dívida, converteram seus créditos em dólares para a moeda brasileira, o real. Com isto, além da dívida externa em seu todo ter aumentado e muito, o Brasil, ou seja, o governo, as entidades públicas e entidades privadas apoiadas em créditos internacionais passaram a gastar mais com o serviço da dívida do que quando plenamente dolarizada. Um mau negócio, outra vez. Quanto à informação, segundo a qual, o Brasil passou da condição de devedor para a de credor do FMI, também não procede. Na verdade, o Brasil a convite da nova presidente do Fundo, aumentou a cota de participação social, cujos papéis garantiriam um direito de saque maior, caso viéssemos a precisar, não sendo isto um empréstimo, como foi propalado. Outra coisa, o fato das reservas em moedas estrangeiras estarem superiores aos valores totais da dívida externa não significa que nos tornamos credores do mercado externo, as tais reservas não têm a finalidade de pagar dívidas e se fossem usadas para este fim, a dívida interna, já em nível explosivo e mais cara que a dívida externa, acabaria de nos imolar no calvário financeiro. Estes os fatos, agradáveis ou não, mas fatos. Para encerrar o tema com chave de ouro, um especialista do ramo, [Paulo Roberto de Almeida], diplomata com pós-doutorado em economia internacional (PUC-RJ), antes mesmo do artigo de JM Almeida (acima), a propósito de igual assunto, conclui, assim: “Esta operação toda, desde o começo, é altamente prejudicial ao Brasil, não apenas pelo custo fiscal, mas também pelo chamado custo-oportunidade, ou seja, perdemos dinheiro ao não aplicá-lo em coisas mais rentáveis ou ao não diminuir nossas dívidas em outros contratos e sob outras modalidades. Por exemplo: o governo elimina a dívida que tínhamos com o FMI, uma atitude altamente questionável, pois esta tinha um custo muito baixo, mais baixo do que o da dívida em dólares contraída nos mercados comerciais e, infinitamente, mais baixa do que o da dívida interna, contraída ao custo SELIC. O governo faria muito melhor em deixar a dívida com o FMI (não o fez por razões puramente ideológicas ou demagógicas, na ânsia de dizer que não devia mais nada ao FMI) e pagar a dívida ainda mantida no mercado comercial (com juros mais elevados do que os do FMI e, ainda assim, mais baixos do que os da dívida interna). Ou então, utilizar a sua alegada capacidade de poupança (que sabemos, é quase zero ou abaixo de zero) para pagar a dívida interna, muito mais custosa e muito pior do que a dívida externa (a comercial ou com o FMI), que geralmente tem prazos mais longos do que a interna, esta com prazo médio de 18 meses apenas. Em tudo e por tudo, o Governo Lula pisa na bola, tanto ao não tratar prioritariamente da dívida interna como ao acumular reservas em níveis desnecessários e não adotar juros da dívida interna mais razoáveis. Mas, por que esses juros são tão altos? Porque falta confiança suficiente no governo para lhe emprestar dinheiro por prazos longos e a juros baixos, como ocorre com os T-bonds (títulos do tesouro norte-americano, com 140 bilhões das nossas reservas), absolutamente seguros, mas com rendimento medíocre ou inferior à inflação. É muita demagogia para tamanha e descarada perda financeira. E estamos todos, infelizmente, pagando por tudo isso” (fecham aspas). Eis, pois, a resposta à pergunta da freira do Recife (PE). Lembram dela, quando a abordamos?!


PS – Maligno o falso político concentrador de poder. E o pior, mesmo com pernas curtas, mentiras vão longe. Assim, de tanto ouvir rabos-presos e puxa-sacos petistas, comunistas mascarados, hipócritas e muitos inocentes úteis sob nosso nariz a dizer que o “deus” Lula operara o milagre da quitação da dívida do Brasil para com o Exterior e que teria até invertido nossa condição para credor do FMI, o País nada mais devendo, não suportei, senti firmeza, saí e pesquisei, pondo tudo a nu, limpo e depurado. E se trata, como qualquer um pode observar, de mera transferência da dívida entre credores, piorando em 300% a situação do devedor, então, agravada! Como uma dívida é paga e o devedor permanece, aumentando-lhe o principal e encargos?! É possível conceber tal equação sem cair no ridículo?!

MBT – Ano XVIII (2017): Originário de 02/02/2012, um texto em reprise com vida nova!

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