Guia do Blog

> Recepção (Mapa)
> Histórico (Sobre Nós)
> Fragmentos
> Sinopse do Conto
> Temas (em Versos)
> OFICINA MENTAL
> Variedades
> Da Redação
> VITRINA (Janela do Leitor)

"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
comum. Calcular PageRank com.br
Leitores Qualificados:
Ano 18 - MdM: 3.75







Intensas lidas. /
Letras recendem, /
Luzes acendem, /
Eis que desprendem /
Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

ATUALIDADES E RISCOS

Valorizem sua gestão de riscos e a segurança da informação!
(Por: Joseh Pereira – 01/05/2017) – Reeditado do Post de 16/10/2011

Nego-me, obviamente, voltar por inteiro ao passado, mas me lembro com saudade dos tempos em que as notas em Atualidades davam a nossa afinação com a realidade dos fatos, fossem bons ou ruins. E os meios de comunicação eram os jornais, adquiridos nas bancas ou por assinatura, o jornalismo impresso, rádios e telejornais, todos com seus manuais de redação internos para redatores e repórteres manterem nas páginas e no ar o respeito às normas do Vernáculo, considerado como grande patrimônio cultural inviolável. As regras gramaticais e sintáticas recebiam de forma inflexível um zelo público tão grande e manifesto a ponto de ser destaque em programas de rádio e TV o uso incorreto do pronome oblíquo no começo de frase em título de uma novela (“Te Contei?”, Globo, 1978), tendo sido tratado o caso nos foros informais e acadêmicos como abuso contra um símbolo nacional, uma quebra da norma de linguagem. Hoje, além do chá de sumiço dos itens como Atualidades e Conhecimentos Gerais, houve muita fragmentação e recomposição das áreas disciplinares, com novas nomenclaturas que atendem interesses os mais diversos, bem pouco técnicos e mais políticos ou ideológicos. A imprensa em peso, com raras e honrosas exceções, não faz jornalismo, comanda torcidas, explicitamente, ao invés de informar seu público expondo fatos. Faz-se necessário compilar vagarosamente nossas conclusões e sempre a partir de pacientes comparações com o maior número das melhores fontes consultadas, ainda existentes. Temos de usar várias peneiras, as mais grossas e as mais finas na filtragem, afastando todo e qualquer viés ideológico. É difícil alcançar tal objetivo, mas a tentativa é válida, ela se encontra ao alcance das nossas escolhas. Que cada cidadão se atualize, sim, alcançando os fatos pelas suas raízes e amplamente, quando puder. Claro, nunca foi fácil tornar-se realmente bem informado, obter boas notas neste quesito com justa avaliação. Ou porque vivemos aceleradamente para sobreviver, limitando-nos a uma TV, a um rádio, a algum jornal, o que é muito pouco. Muitas vezes, uma pessoa mesmo com recursos para uma banda larga e a leitura de bons livros, por preguiça, comodismo, medo ou rejeição à tecnologia não chega aos melhores meios e, consequentemente, não aprimora o seu poder seletivo, com que poderia otimizar o seu tempo e a sua leitura. Suponho ainda como maior complicador para a necessária excelência em atualidades as próprias fontes de informação, as quais, em sua lamentável maioria, já pautam suas matérias de forma vinculada a seus grupos de interesse nem sempre defensáveis, impondo agendas muito diferentes dos fatos em si, que o cidadão deveria por absoluto direito seu saber e, assim, abastecido de dados e conhecimentos corretos, melhor orientar-se na vida e no trabalho. Não são, como diria um agricultor, palhas e cascas demais para escassos grãos?!
Verificamos, aliás, com tristeza que, dos meios de comunicação social e da produção cultural em geral, resta pouca coisa, limpa e isenta, uma vasta parte visivelmente de esquerda, com forte viés intervencionista e estatizante, socialmente invasivo e autoritário em relação ao cidadão comum, indivíduo e família, por assim dizer, contrário às nossas necessidades reais, cabendo-nos identificar as tendências com precisão e discernimento, separando alhos de bugalhos. Métodos e artimanhas para atrapalhar a boa comunicação não faltam, além da patrulha do “politicamente correto”, que impede de se pensar e falar livremente, conforme a tradição e a cultura vigente, impedindo debates produtivos que tragam luz, substituem tudo por palavras estranhas e neologismos absurdos, sempre forjados à imagem e semelhança da moda, que esperam permaneçam e consolidem, até virar regras gerais e inquestionáveis. Tentam levar o maior número de adversários seus a falar, sem perceber, a linguagem do inimigo, o que para esses exploradores da boa fé são o truque e tática mais inteligentes para ganhar o jogo social e político pela mudança cultural ou do senso comum, enganando cada vez mais inocentes úteis, que se tornam seus novos agentes. Eis a circunstância traiçoeira e maligna em que podemos pensar que estamos sendo bem informados, entretanto, estamos agindo como o inseto distraído que, aos poucos, cai e é aprisionado na teia da discreta aranha postada nas proximidades e pronta para, depois, imobilizar melhor a sua presa e sugar sua seiva à vontade. Duas são as molas propulsoras de um movimento de décadas já não tão implícito, que começa por excluir o indivíduo como parte reconhecida de uma família e da sociedade, impondo-se-lhe um novo e único entendimento válido, em que reina de forma absoluta o sentido coletivo no particular e geral, a ser rigorosamente protegido de toda e qualquer influência. Uma das tais molas propulsoras é a falada “luta de classes” (entre minorias de toda espécie a dividir a sociedade), sendo para os marxistas seu instrumento revolucionário principal. Outra não menos relevante mola propulsora, também marxista e complementar à primeira, vem do teórico comunista [Antônio Gramsci] e representa a grande, se não a maior ameaça chamada Hegemonia Cultural, com as diretrizes de um “intelectual coletivo” (o partido) e a disseminação da sua ideia-força por “intelectuais orgânicos”, formando ou fabricando opiniões, tudo no sentido da eliminação de resistências para, enfim, a tomada facilitada do poder por sedentos e sempre existentes comunistas, quando então derrubarão as máscaras, ainda que continuem mentindo com método e cálculo! Pensam que não?! A tomada do poder pelos comunistas, no estilo Antônio Gramsci, dá-se a médio ou longo prazo e por etapas. Saibam como se processa o [Gramscismo no Brasil], quando entrou no país e quais os riscos de se tornar irreversível. Marxistas investem na desinformação e na contracultura, interessa-lhes apenas o que convém politicamente, exemplos não faltam a quem deseja ver. A propósito, já dizia Hélio Ribeiro: “Se os homens que farão a televisão de amanhã são as crianças cujo caráter é moldado pela televisão de hoje (anos setenta), as esperanças são poucas”. E mudou, mudou para pior. Hélio Ribeiro morreu cedo. O que diria hoje no rádio?! Entretanto, inseridos no contexto, nós não perdemos a fé, a fé que transforma: “Mestre, que eu veja” (Mc 10,51), mas veja tudo, sem os ruídos que perturbam o sinal! Ou, como ficar. Vale a pena “crer objetivamente” ou nos deixar arrastar, jogando a toalha?!


PS – Não faz muito tempo, na prova de Atualidades, uma boa nota ditava o bom nível de informação geral do participante. No Brasil, infelizmente, pela infiltração ideológica das esquerdas em todos os setores e instituições, quando elaboram enunciados e alternativas em testes escolares, vestibulares e concursos públicos costumam ser primorosos ao estimular o seu projeto de poder sem limites. Esperam, eles, tudo dominar, literalmente! Sabiam que querem mudar (ou já mudaram) até o resultado de 2+2=4?! Quando argumentam, ou melhor, sofismam, quantos caem?!

MBT – Ano XVIII (2017): Originário de 16/10/2011, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

MINHA COQUELUCHE

Filme triste de cenas amargas a alongar noites e madrugadas.
(Por: Joseh Pereira – 01/04/2017) – Reeditado do Post de 05/09/2011

Cruéis o bastante meus últimos meses, que penso ter sido eleito para reviver meu avô paterno, vítima de bronquite brava e impiedosa de dar dó, muito dó a quem via toda sua situação desconfortável, especialmente, a noturna, sem poder conciliar o sono e dar sossego aos seus. Pois, este Editor, após semanas a fio de tosse intensa, sobretudo à noite, obrigando-o a ficar madrugadas inteiras numa poltrona com uma garrafa d’água para molhar a garganta, foi levado ao Pronto-Socorro e iniciada a medicação, enquanto aguarda nova consulta médica e tratamento mais sério. Ontem, ainda bem confiante, deitei-me, não demorando a aparecer os acessos de tosses, levando-me às 23h, após uma hora e meia de sono, à poltrona novamente. Segundo os médicos, a inflamação dos brônquios estreitam os canais da respiração e, quando se deita, a tendência é pela sua redução ainda maior, por isso numa poltrona, o tórax, cabeça e pescoço em posição erecta fazem baixar a complicação respiratória e as tosses intermitentes, sendo a única forma para poder dormir um pouco, quando dá. A crise baixa, eu tento dormir. Porém, inútil a esperança, quando o sono vai chegando, a tose chega junto e o expulsa, como se fosse um seu inimigo o meu amigo sono. Minhas tentativas e desesperos seguem por mais um tempo. Mas, às duas e meia da madrugada, eu cansei e desisti de dormir, acendi o quebra-luz da minha mesa, liguei o computador e iniciei este Post, animado com a intenção de utilizar uma motivação de vida como oportunidade de esclarecer e, quem sabe, ajudar alguém à distância, usando um sofrimento pessoal. E veio logo o resultado. Semanas depois, ao ser publicado o texto com um punhado de revisões, eu, mediante um belo cuidado médico e a minha fé objetiva, os exames constataram ter desaparecido um iniciante nódulo pulmonar, não havendo mais as tosses nem rangidos peitorais, restauradas assim minhas douradas noites de outrora, que eu já havia perdido e tanta falta me faziam. Eu debelei, portanto, na semente uma possível bronquite crônica, certamente por não fumar, evitar ambientes tóxicos e buscar logo, em tempo, o recurso médico. E é bom que se diga, entre tantas doenças que paralisam ou levam ao óbito, a Bronquite é quase uma questão de rotina (médica, evidentemente), sua solução não é muito fácil, mas pode ser curada ou controlada, tendo o paciente uma vida relativamente normal ou até sarar, como no meu caso. No que posso afirmar ser um homem de sorte, protegido por forças cósmicas parceiras, benfazejas. Um feliz acidente ou milagre da Fé?!
Encerrando, portanto, nosso breve registro, vamos a alguns papéis, coitados, muito desbotados por quase 70 anos de existência, que jazem estáticos no fundo do meu baú. Lá se vê o cenário de um garoto de sete anos, acometido de uma coqueluche de verdade, também chamada tosse comprida ou convulsiva. Sua casa e a do seu avô, ambas dentro de um imenso pasto muito limpo, com pequenos arbustos frutíferos espalhados. Pelo caminho em manhã de Sol eu subia devagar. Ao avistar a casa há uns 300 metros – a tomar poejo, mel e hortelã já para combater a coqueluche diagnosticada por “Dr. Hipólito” – comecei a tossir, tosses em série com intervalos que encurtam até perder o fôlego, as vistas escurecem, um horror. Era a falta das vacinas para a prevenção, a gente tinha de padecer a coqueluche, o sarampo, a catapora para poder ficar livre deles, sendo o único “recurso” específico da época ficar marcado pela doença. Hoje, com o progresso e a expansão da medicina, as vacinas nos levam ao esquecimento de tais males, que são contagiosos. Era uma vida cheia de portas estreitas, deslocamentos curtos, poucos recursos industrializados, mas muito espaço geográfico livre, menos de 50 milhões de brasileiros, hoje, mais de duzentos milhões, as cidades eram pequenas, os campos e florestas sem fim. O Editor do Blog fez parte da paisagem inicial e vibrante, por que não, do Século XX (anos de mil e novecentos), ajudou a formar o ambiente de outrora e o atual, também. Quão bom estarmos ainda juntos, dividindo para multiplicar e subtraindo se for para somar. Agora, para completar, incluamos o sentido figurado da palavra, como no exemplo: “O rapaz tornou-se a coqueluche das mulheres”, ou seja, tornou-se “objeto de preferência e/ou do entusiasmo momentâneo”. Uma segunda fonte nos diz que coqueluche é “uma coisa, hábito ou pessoa que goza, por algum tempo, da preferência ou atenção pública”. Por último, a fonte mais indicada (pena que descontinuada), o blog “Sobre Palavras” de SÉRGIO RODRIGUES, com os dizeres: “Além da acepção médica, o português também foi buscar no francês a coqueluche figurada, a significar aquilo que entra na moda e se torna objeto de culto ou desejo de muita gente de um momento para outro”, meio subitamente. Como vemos, a coqueluche em sentido figurado também chega de repente e passa depressa. Porém, não imuniza a quem a tiver a primeira, segunda ou terceira vez, podendo ser excelente e desejada, diferentemente da outra coqueluche, sempre brava e temida. Entretanto, do ponto de vista etimológico, nada temos da cultura francesa para justificar a figura de linguagem, seu histórico, afinal. E tudo, tudo mesmo porque, numa madrugada dramática destas, após seguidas noites sem dormir nem na poltrona devido a tosses, resolvi mudar meu desejo, ligando meu micro e passando a escrever. Eis, pois, o efeito. Enfim, já lhe ocorreu algum dia coisa assim?! Quantas vezes foi obrigado(a), para contornar uma situação, a dar tamanha guinada em seu desejo?! Hein?!


PS – Na madrugada de luz em que mudo meu desejo de dormir para o de escrever, eu precisava de um pneumologista, sofria uma bronquite asmática, não uma coqueluche, da qual sobrevivera quando menino. Minha bronquite, dela já nada tenho, tudo limpo. Minha mulher tinha uma da brava com rangido no peito, deitava-se e o sintoma agravava, curou-se com uma simpatia do seu sogro. Após ingerir parte do leite, o copo é levado para dentro da mata e enterrado, em perfeito ato de fé e mentalização positiva de algo já extinto e sepultado em local a todos ignorado, de modo a impedir seu reencontro e retorno. Foi dito e feito! Simpatia do meu velho pai de espírito puro, com gestos que estimulam o sentido, objetivamente! Aí, eu pergunto. Simpatias em geral colam ou não colam?!

MBT – Ano XVIII (2017): Originário de 05/09/2011, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

ATIVISMO BULIÇOSO

Dos ativismos e militâncias, a segunda forma a mais agressiva.
(Por: Joseh Pereira – 01/03/2017) – Reeditado do Post de 16/07/2011

Ocorre-me na abertura a pergunta, se todo militante – como os ousados homens e mulheres nus na gélida montanha suíça – é um ativista e se é possível haver ativismo ou militância do bem, edificante e construtivo. Nós entendemos o ativismo como prática destinada a mudar ou a consolidar alguma coisa fora da esfera do indivíduo, na tentativa de mobilizar dados do jogo social, político ou religioso. Quando estamos apenas cumprindo nosso dever técnico, profissional ou contratual podemos estar realizando a mesma coisa que faz o ativista, entretanto, não se trata de ativismo, por estar dentro do previamente acertado. Mas há profissões mais ou menos abertas ao público, que facilitam demais a inserção de vários ativismos, como a de um professor de história ou geografia, que deixa sua isenção de lado e passa a fazer política ideológica ou partidária em plena sala de aula ou a de um juiz, também a ignorar seu próprio juramento, quando em sua sentença ou fala privilegia um clamor popular em detrimento de leis vigentes e os melhores doutrinadores do direito, estes profissionais assim agindo deixam de realizar a contento a sua missão profissional em nome de um ato ou sonho pertinentes a um ativismo qualquer. O ativismo pode ser estritamente individual, ainda que reflita um pensamento grupal, ao passo que a militância, no seu sentido político, tem sempre um vínculo obrigatório com uma organização formal ou informal, o ato não será de um indivíduo e sim de um grupo. Devido a tudo isto, muitas vezes, o ativismo e a militância se confundem, mas sem perderem suas diferentes identidades. Quanto a serem do bem ou não, aí, vai depender estritamente de duas coisas, da forma e do conteúdo. Sobre a forma de manifestação, nós vemos na ilustração do texto um ativismo elevado à militância, quando a reivindicação, protesto ou contestação se torna coletiva e pública. Por vias violentas ou não, de um modo civilizado ou pela subversão da ordem, o militante antes de tudo deve chamar-lhe à atenção para que sua mensagem ou “palavras de ordem” sejam notadas, ouvidas ou recusadas. Na foto, ao ficar diante da câmara a vários graus abaixo de zero, em pose militar, corpos erectos 100% nus sobre o mais puro gelo até onde os olhos alcançam, surpreende pela resistência a algo que querem mudar e o nível de sacrifício a que estão dispostos a suportar, mas constituem uma forma que não achamos adequada de manifestação, seja qual for a pauta ou o conteúdo da reivindicação. Aí, o que mais chama à atenção são os corpos nus, podendo obscurecer a pauta principal e ainda vulgarizar a nudez corporal, considerada saudável e desejável, quando controlados todos os excessos. Daí, não aprovarmos este tipo de movimento, como muitos outros, pela sua forma e conteúdo. Aliás, dos ativismos e militâncias atuais, a maioria somente explora a boa fé dos seus! Já pensou seriamente nisto?!
Voltemos um pouco mais a trabalhar com as palavras. Abordamos há pouco dois vocábulos aparentados, o sentido de um transita também no outro, embora se distingam bastante. Politicamente, todo militante é um ativista que apenas escolheu a forma coletiva de atuar sob uma liderança. Já no ativismo em si, sua manifestação pode ser individual, avulsa e isolada. E o ativismo será sempre um desvio, bom ou ruim. Vejam. Uma pessoa tem um espaço designado, garantido por uma convenção, onde atua regularmente, mas, tocada por um idealismo ou ideologia, resolve avançar para além das suas fronteiras normais na tentativa de contribuir por uma mudança importante em algum setor social ou governamental, ela faz um desvio da água (sua força) a cair para fora da bica, podendo ser utilizada ou desperdiçada conforme o caso. E seguem por toda a parte os desvios, ou melhor, os ativismos, úteis, inúteis e nocivos. Ativismo é sempre uma forma de aborrecer, semelhante à do “menino buliçoso”, como diz o título do artigo, “com forte apetite de explorar o mundo, não deixa nada no lugar, como quem detestasse a ordem vigente”. Ele mexe, muda a posição, agita, incomoda. E estão por aí os ativismos, que até podem contribuir no sentido da melhoria do setor que dizem defender, todavia, perdem sua espontaneidade quando se transformam numa ONG, em geral, de tristes memórias. Tantas são as ONGs que deveriam se envergonhar de manter o “NG” em suas siglas, tal a sua vinculação e dependência direta aos recursos dos cofres públicos, sob o pretexto de que estão suprindo deficiências das instituições nacionais. Ativismos concorrem entre si, como o da defesa dos animais, que pode ser uma excelente causa quando sem os seus excessos. O ativismo político, que se confunde muitas vezes com a militância partidária, apaixonada e agressiva. O ativismo de alguns padres “progressistas” que, sob o pretexto de haver determinadas falhas de um incipiente sistema capitalista no Brasil, esquecem os grandes males do socialismo no mundo e passam a tomar atitudes e ações que não levam a nada minimamente edificante. Juízes, a desonrar suas togas, em nítida desobediência a leis em vigência e à própria Carta Magna, como frequentemente noticiado. Jornalistas, salvo raras e honrosas exceções, nas redações; professores, nas suas cátedras, nas escolas e cursos. A onda militante ou de simples ativistas surge das tribunas, púlpitos, jornais, rádio e televisão, além das redes sociais e Internet em geral, cada vez mais gente acreditando em ilusões e passando a representá-las, de cérebros adrede recompostos pelos lixos mentais e intelectuais, como obras de agentes muito conscientes dos objetivos que pretendem alcançar na sociedade, estes, em seus postos-chave, com sua arte e método malignos. Ativismos como os de muitas ONGs e similares, poucos passariam no teste de relevância e honestidade, entretanto, fervilham por aí, mais incomodando que colaborando. Das suas bandeiras em geral viciadas, uma ladainha muito longa, destacamos duas das mais irritantes, a ambiental e a do aquecimento global. Muitas bactérias e vírus patogênicos para nossas consciências! Vamos, todos, arranjar e aplicar eficazes vacinas de prevenção e antibióticos que combatam de verdade tais pragas?! Ou, com sua mente e intelecto, tudo em dia?!
Um conhecido PhD em Física Nuclear, [Amit Goswami], promove pelo mundo uma forma de ativismo, baseada na Física ou Mecânica Quântica, segundo o qual a espiritualidade precede a materialidade e nesta a primeira se acha inserida, tornando a segunda sempre dependente da primeira. Por hipótese, na ausência da Matéria, o Espírito se mantém, sendo impossível o contrário. Nas suas investigações moleculares e intra-atômicas, físicos quânticos afirmam não haver entre saltos de certas energias nenhuma substância física, química ou coisa alguma de ordem material, mas apenas Consciência. Paralelamente, acrescentamos uma contribuição nossa, [FRAGMENTOS], vamos pensar: – ESPÍRITO (espírito absoluto), o Ser em si, simples, princípio vital abstrato, em relação independente e absoluta consigo mesmo, ao nível das últimas e radicais essências; ALMA (espírito comprometido), revestida do invólucro corpóreo com que se compõe, embora com ele se contraste é, ao nível do subjetivo, uma aproximação do Espírito (sentido anterior), que entra em relação com a Natureza; CONSCIÊNCIA (espírito judicioso) é, ao nível do saber real, o Espírito (sentido 1) presente, inscrito na sociedade e na história do homem; e, finalmente, VONTADE (espírito prático), subjetividade determinada por si mesma é, ao nível do impulso psíquico, o Espírito (sentido 1) potencializado e eficaz. Notem que, conforme o texto, são as propriedades espirituais que mudam a cada estado espiritual diferente. Vejamos agora quais as propriedades quânticas, segundo os seus estudiosos: 1. Um objeto quântico (como, p. ex., um elétron) pode estar, no mesmo instante, em mais de um lugar (a propriedade da onda); 2. Não podemos dizer que um objeto quântico se manifeste na realidade comum espaço-tempo até que o observemos como uma partícula (o colapso da onda); 3. Um objeto quântico deixa de existir aqui e simultaneamente passa a existir ali e não podemos dizer que ele passou através do espaço interveniente (o salto quântico); 4. A manifestação de um objeto quântico, ocasionada por nossa observação, influencia simultaneamente seu objeto gêmeo correlato — pouco importando a distância que os separa (ação quântica à distância). Para encerrar e fazer Você pensar mais, ainda selecionamos: a) Paradoxos da física quântica, a não-localidade, o movimento descontínuo e a ação à distância, presenciados em experimentos laboratoriais; b) Consciência é o agente que colapsa a onda de um objeto quântico existente em potencial, transformando-a em partícula imanente no mundo da manifestação, sendo a maioria das grandes inovações criativas, resultados de saltos intuitivos ou saltos quânticos em novos contextos; c) A substância mental, o nosso pensamento, é feita dos mesmos elementos intangíveis dos macro-objetos do mundo físico e se mantém sempre sutil, por não formar conglomerados brutos; d) O ego é uma identidade assumida que a consciência veste com o interesse de ter um ponto de referência, inclusive, técnicas de meditação nos ensinam a observar nossa subjetividade, o ego e seu contínuo balbuciar de pensamentos e preocupações, como de uma consciência-testemunha extra, aí saímos da nossa perspectiva individual condicionada, o circuito auto-referencial e atingimos uma perspectiva transcendental. Ao fim de tudo, tanto quanto a mim, Você ficou impressionado com o que ensina a Física Quântica? Podemos ficar indiferentes ao evidente lado oculto do Universo?!


PS – Nós vimos, aí, no caso do Ativismo Quântico que, algumas vezes, para agradável surpresa, o análogo “menino buliçoso” da narrativa causa um conhecimento que nos faltava de parte que nos afeta e nem sempre nos damos exata conta. Sim, como todo ativista, este também propõe revolucionar, mudar paradigmas. Não sei se chegaremos a tanto nem se devemos, entretanto, de uma coisa não tenho dúvida, tais conhecimentos têm ou não a virtude de ajudar a conciliar uma milenar dicotomia entre Espírito e Matéria?! Isto, por si só, não representa importante avanço?!

MBT – Ano XVIII (2017): Originário de 16/07/2011, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!