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"Como honrar à altura
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(Jhosa)

[Contra-Capa]

CAPITALISMO SOCIAL

Urgente a visível eficácia social, opõe-se ao parasitismo devorador!
(Por: Joseh Pereira – 01/07/2018) – Reeditado do Post de 22/12/2012

Outra vez (não a última), um dos frequentes apelos a recomendar para partilharmos o que temos de bens materiais e financeiros com os menos favorecidos da sociedade. Eu, um septuagenário na prática cristã, não precisavam me alertar. Além disto, o apelo vinha de fontes conhecidamente viciadas de “belas intenções” socialistas (na ilustração, um exemplo de parasita), a estimular a divisão de bens como um fim sem fomentar a produção como meio, com possibilidades de se suprir e, também, guardar provisões ou saldos para eventuais emergências ou para benefício indireto a terceiros, quando bens por nós produzidos podem ser encontrados e adquiridos por quem deles necessita. Achamos, sem medo de errar, que a ambição e a vaidade, demonizadas por muitos, deveriam ser ensinadas com todo empenho, combatendo, porém, toda forma de ganância, o velho sonho da ostensiva opulência. “Economia”, o nome do equilíbrio em toda uma cadeia de eventos (eco + nomia). Neste caso, o ganancioso quebra o cristal, o cristal do equilíbrio, nobre como todos os cristais. Nós consideramos como o melhor ambiente humano e social o da meritocracia, não o da caridade pela caridade, a caridade como fim. Aliás, não comete nenhum exagero o ator Gabriel Braga, ao afirmar que: – “Mesmo que sozinho, lutarei; mesmo que sozinho, pensarei e, se algo der certo, sozinho merecerei”. Sobre o distributivismo socialista inconsequente, Margaret Thatcher vai fundo: – “O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros”. E diz, com absoluta propriedade, o Prof. Clóvis de Barros Filho, como pôr para funcionar o motor da história, na frase: – “O capitalismo é a consolidação do desejo como motor da história”. Segundo o grande poeta e pensador Ferreira Gullar (recém-falecido): – “O capitalismo não é uma teoria, mas um sistema nascido da necessidade real da sociedade e dos instintos do ser humano. A força que torna o capitalismo invencível vem da sua origem natural inquestionável. Agora mesmo, neste instante, há milhões de pessoas inventando maneiras de atender um gosto ou necessidade e ganhar dinheiro. É óbvio que um governo central, socialista, com seus burocratas dirigindo um país não vai ter a capacidade de ditar rumos apropriados a milhões de pessoas, com imaginações, aptidões e desejos tão diversificados. Para dar conta de tamanha demanda potencial e real somente uma sociedade de livre mercado, que respeita o direito à propriedade e ao indivíduo como último elo social”. Como podemos ver, o Capitalismo, por natureza, será sempre Social, não acontecendo o mesmo com o seu oposto, o socialismo, em cuja raiz (“social”) da qual se deriva a palavra, já começa a inversão de valor. Pois, em país comunista (ou seja, socialista) quem manda são somente os burocratas do Estado, a voz ativa da Sociedade é igual a zero! Daí, podermos dizer, “comunistas, o mesmo que hipócritas”. Já pensou em ter um por perto, perceptível?! Qual um doce perfume de fezes ou amargo fedor de rosas, naquela “linguagem surreal de confusos sentidos”?! Existe ideologia ou doutrina com glossário mais alienante na face da terra?! Um horror!
Sabemos, desde sempre, que em um país realmente capitalista os meios de produção pertencem a particulares, como as fazendas, as indústrias, o comércio e serviços em geral executados pela iniciativa privada; quem controla o mercado é a livre concorrência e a competição; o que determina os preços são a oferta e a procura; os investimentos provenientes de capitais privados, regularmente, vão para os setores produtivos e a sociedade é formada de classes que se entendem e se complementam, cada uma com suas funções e em permanente busca natural de ascensão, a chamada mobilidade social. Diferentemente do país onde domina o Socialismo, que é muito mais um sistema político do que econômico, pelo qual o controle é exercido de cabo a rabo pela figura pública do Estado centralizado, único monopólio de poder; seus investimentos provenientes de órgãos estatais quem executa é o próprio Estado e o país se divide, na prática, em apenas duas classes, a dos burocratas do poder e a dos “camaradas” ou súditos, cuja grande parte permanece presa acusada de infidelidade ao governo, crimes de opinião ou por ter deixado de aplaudir uma figura pública do poder. Uma última grande experiência socialista foi a da URSS, que durou de 1917 até a Queda do Muro de Berlim, nos fins de 1989. O socialismo não deixa dúvida, é tentativa da volta de um estado civilizado para outro, o primitivo, tão bom e paradisíaco que se torna impraticável e tem de ser, por causa disto, imposto por regimes de força comunistas, sem qualquer pudor para assassinar oponentes por simples crimes de opinião, ou seja, por divergir. Capitalismo, nós temos de reconhecer, tem muito pouco a se corrigir e o Socialismo não passa de atraente fachada, muito enganadora! Já ao encerrar nossas breves considerações, sucintas como convêm ao um Post, vamos traçar uma rápida linha do tempo sobre o capitalismo no mundo. De 1500 a 1700, surgem os primeiros sinais do chamado Capitalismo Comercial, cujos fundamentos são a lucratividade, a mão de obra assalariada, a moeda como princípio nas trocas, tendo como resultados o fortalecimento da burguesia e uma estimulante diferenciação das classes sociais. Com a chegada da Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, esta fortalece o sistema capitalista, quando se dá o processo continuado da fabricação em massa (em série, não artesanal), reduzindo os custos dos produtos, facilitando a geração de lucros e o crescimento de capital pelos meios de produção. Já no início do Século XX, completa-se o cenário com o surgimento do Capitalismo Financeiro, com seus novos aparatos do desenvolvimento baseados em amplo sistema bancário, grandes corporações financeiras e o comércio globalizado. Aliás, o fenômeno da globalização permite ainda a produção de bens em diferentes locais do mundo, onde os custos de produção podem ser mais vantajosos, internacionalizando os negócios. Enfim, cabe-nos indagar. Quem conhece o mundo livre de negócios honestos para se pensar e criar trocaria, livremente, por outro, em que a sociedade como a conhecemos, tão maltratada e minimizada, ela sequer existe?! Por que, para combatermos o individualismo devemos sacrificar a nossa individualidade?! Não, não pode ser. Entenderam, agora, por que somente o Capitalismo pode ser Social, o socialismo não, contendo já no próprio nome a óbvia corrupção semântica?! Viram o quanto socialistas mentem, já no desfraldar da sua bandeira?! É possível dormir com tanto barulho, enquanto inimigos da sociedade nos cercam?!


PS – Não, não dá para aguentar! Vamos, sem dó nem piedade, pôr os dedos na ferida! Pois, achamos que nos dias atuais, a cretinice se espalha, deixando de ser atributo exclusivo de cretinos clássicos, como tínhamos antigamente. Oh! Que belos tempos aqueles, concordam? No Brasil, tal realidade já se tornou uma das maiores e perigosas epidemias. Imaginem o número de pobretões, material e moralmente falando, que ainda afirmam votar no PT e nos seus porque estes “defendem os pobres”. Que gente fina formam os petistas! Defendem mesmo os pobres, mas como matéria-prima eleitoral, necessitam deles para sobreviverem com seus enganos, para estes, pobres não devem acabar nunca, mas aumentar mais e não tiram a mão do nosso bolso, por vias indiretas, até dos próprios palermas que os elegem. Quando vão entender de qual dinheiro socialistas gostam?! Como não se dar conta que a opção do socialista é pela pobreza, não como dizem, pelos pobres?! De contradição em contradição, vamos caminhar até quando?! Como suportar em silêncio uma escola do pensamento, assim, visivelmente idiota?! Um dia, antes do fim, talvez irreversível, vai cair a ficha?!

MBT – Ano XIX (2018): Originário de 22/12/2012, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

TURISMO INTERNO

Quem visita quer conhecer, quem recebe deseja e deve mostrar!
(Por: Joseh Pereira – 01/06/2018) – Reeditado do Post de 05/11/2012

Amparado, pois, no que afirma nossa epígrafe, convido-o a viajar comigo a bordo de um Post pelo interior do Blog. Tentarei, por certo, como bom anfitrião, exercer bem a minha hospitalidade. O Blog, até a primeira metade de 2012, ainda se apoiava em plataforma própria, inteiramente concebida e programada por este Editor. Talvez, por gostarmos muito de nos identificar estreitamente com aquilo que nos dá algo, mesmo sendo o bem ou retorno intangível. E deve ter sido mesmo o melhor motivo de termos ficado tanto tempo programando e editando para a Internet, tendo alcançado na ocasião uma razoável audiência, mais de mil visitas mensais. Aprendi neste período muitas manhas e técnicas relativas à programação para a Web, que serão por muito tempo úteis, mesmo após a mudança do Blog para a nova plataforma. O domínio de Internet (comum.com.br) eu adquiri em meado de 1999 e me custa uma taxa anual de renovação, senão eu o perco num piscar de olhos. Além disto, há a hospedagem do site em um Servidor Web profissional, disponível 24 horas no ar, também onerosa. Isto posto ou como vem sendo exposto, há seis anos tive a felicidade de ser agraciado com a Plataforma WordPress (https://www.wordpress.org), uma infraestrutura embrionária, que se ajusta a modelos disponíveis no mercado, chamados temas ou templates, no meu caso, o escolhido foi o da “Atahualpa”, como se pode ver no rodapé das páginas. Tanto a plataforma quanto o modelo habilitados não são fechados, ao contrário, são embriões flexíveis que permitem o uso personalizado que o Blog necessita, aliás, uma sugestão do meu filho a quem agradeço até hoje por ter-me informado. Quando a pessoa chega pelo domínio central acima, prefixo “www.”, ela vai para a Home Page, onde se encontram os últimos Posts inteiros publicados no centro da tela. Na parte de cima temos o cabeçalho, com uma imagem personalizada, frases usadas como nortes da publicação, título e sub-título do Blog, além do link da Área Comercial Exclusiva, por várias razões, ainda não ativada. Também no topo à direita, há mais alguns recursos originais que o internauta pode querer utilizar, mas que eu nunca usei. Agora, pela ordem de importância, vamos para a “Recepção”, clicando na primeira opção do Guia do Blog, à esquerda na tela. E veremos o guia completo dos títulos publicados, divididos em três seções: os Posts Publicados (razão essencial do Blog), as Páginas Publicadas (grande parte trazida da plataforma anterior) e a última terça parte do Blog, denominada Outros Documentos, toda dedicada ao Condomínio onde mora o Editor. Ver inteiramente este Guia já é suficiente para termos uma visão panorâmica e pronta sobre todo o “Meu Blog Temático” (MBT), estando aí o sumário ou índice geral da publicação. Tudo bem até aqui?! Tudo tranquilo?!
Vamos, a esta altura, passar pela Sala Íntima (melhor dizendo, mais pessoal), clicando em “Histórico” onde, além de traços biográficos do Editor e do Blog, informamos também qual a nossa proposta com esta publicação na Internet e apresentamos as boas-vindas. Logo no rodapé da página, em “Família” (Opção 1), as fotos de arquivo (mulher, filho e eu) e em “Saudades” (2), a homenagem póstuma aos pais do Editor. Abrindo o link “Outrora” (3), podemos observar a violência do terrorismo ambiental que, com a venda de um sítio herdado por nós e compulsoriamente vendido com verbas duvidosas vindas do exterior a uma ONG que atuava na região, foi logo tudo demolido e devolvidas as terras aos bichos e insetos, os únicos que esta gente reconhece como habitantes do planeta, além deles, como sempre, em suas confortáveis habitações a exercer suas teorias tortas contra a propriedade privada e seus respectivos titulares. O link “Verdade” (4) abre um texto ilustrado, forte na tinta, mas para enobrecer a verdade que devemos querer nua, se formos honestos. O texto tenta quebrar alguns tabus culturais, que fariam muito bem se não imperassem nas mentes e nos espíritos. Por último, nesta que chamei de Sala Íntima (embora tudo normal, real e natural), na sua opção final (“Obrigado”, 5), o Editor evoca versos bíblicos e textos do seu “Fragmentos” (já repaginado) para dar testemunho enfático de algo que lhe ocorreu, catalogável como milagre. As imagens de fundo – em discreta exposição do seu baixo ventre – ilustram e dão maior dimensão à gratidão manifestada da criatura ao seu Criador, numa demonstração cabal de respeito à nossa origem! Do link “Fragmentos” até “Variedades” (à sua esquerda na tela), são matérias seletas da plataforma anterior, páginas que podem receber algo novo também, aqui ou ali, mas sem uma agenda ou previsão. Em “Da Redação”, as notas serão breves e terão caráter informativo, às vezes, coisas que iriam para o Twitter, acabo postando aqui. Para navegar e ver todos os nossos Posts Publicados (artigos que desenvolvem um tema), há mais de uma forma de fazê-lo e o internauta, a gente sabe, logo pegará o jeito. Quanto à Seção 03 da “Recepção” (Guia do Blog), o recado vai para condôminos e moradores do CEAC, a seus funcionários, administradores e fornecedores em geral, os quais, eu diria, terão o dever de ofício de frequentar a Seção. São documentos, todos eles, fundamentais. Agora, para encerrar nosso “tour” interno nesta casa, vamos para o lado direito da tela, onde temos a “Lista de Links”, organizada em classes com inteligência: A – ENTRADA (para acertar hora em qualquer parte do mundo e conferir o tempo); B – FUNDAMENTAL (principais são: “Opinião Estadão”, “Diário do Poder” e “IstoÉ”); C – ALTERNATIVO (ótimos: “Percival Puggina” e “Rodrigo Constantino”); D – BUSCAS (basta um, o Google); E – SAÚDE (classe de links, validade pessoal); F – LINGUAGEM (classe de validade geral); G – RELIGIÃO (classe pessoal, com validade geral); H – UTILIDADES (pessoal, com validade geral); I – INTERNET (links de validade pessoal); J – OUTROS (pessoal, com validade geral). Pensando, afinal, na frequente validade geral dos links desta Lista, o Editor deste Blog recomenda e, desde já, agradece se o internauta entrar na área de configurações do seu Navegador e escolher o “http://www.comum.com.br” como sua página inicial. Assim, sempre que o Navegador for requisitado já abrirá este Blog, com links interessantes como ponto de partida na Internet, prontos e organizados à sua frente. Esperamos, sinceramente, que cada um faça excelente uso deste Blog, o “Meu Blog Temático”. Use-o e divulgue. Por que não?! É construtivo! Vamos, então, começar já a pôr nossas mãos (e pés, também) na massa?!


PS – Convido-o, afinal, a viajar um pouco em nossa companhia. Pois, na edição original e na presente reedição, nós escolhemos um texto metalinguístico, o Blog a falar de si mesmo, como se o Editor mostrasse sua casa ao visitante, na figura de um “tour” interno. Um blog, minha gente, exige muito do seu Autor. Principalmente, se quisermos sair do lugar-comum da maioria na Internet, em geral, meio descuidada quanto a diferencial e estilo, nós, ao contrário, queremos primar por uma cuidadosa escolha de temas ou assuntos, mantendo sempre um formato ou padrão adequado. Blog, realmente, além do prazer da “arte que fala”, dá trabalho e algum custo, também. Pensam, por acaso, que o Blog nasceu para poucas coisas?! Não, de jeito nenhum, a gente precisa confessar! Aliás, alguém já sentiu, aqui, o pulsar de um Livro sendo gestado, desde fevereiro de 2017, ganhando forma, até a chutar delicadamente o ventre materno?! É mesmo?! E quando tal Ser virá à luz, cabendo, a partir de então, ao público ler e criticar?! No máximo, 2023. É muito tempo?!

MBT – Ano XIX (2018): Originário de 05/11/2012, um texto em reprise com vida nova!

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EXEMPLOS ARRASTAM

Poucas vezes imaginamos o poder mais a aplicação dos exemplos!
(Por: Joseh Pereira – 01/05/2018) – Reeditado do Post de 29/09/2012

Coisas de loucos mesmo, que me perdoem os literalmente incuráveis. Também pudera, imensos e comuns os escândalos da era petista, ao se deitar e rolar como porcos na lama. Quem viveu e viu não esquece o mensalão, petrolão e tantas outras maracutaias das grossas, a violar a ordem institucional, a seriedade e sacralidade de ambientes públicos e privados, animando os outrora tímidos, eventualmente tímidos a também corromper-se. Para quem conhece o passo-a-passo do PT e dos seus asseclas, nenhuma surpresa. Primeiro, piorar; segundo, culpar os outros; terceiro, apresentar-se como tábua de salvação. É método! Logo depois, com alguma esperança, vai chegando e dizendo a que veio a Lava-Jato. Então, não se perdendo pelo nome, vem o pertinente e relevante caso, um lava rápido, ao lado da minha janela, usava um aspirador de pó muito conhecido pelo seu torturante ruído ao funcionar. Eu, lá pelas tantas, não aguentei o barulho e desci do 14º. andar para reclamar e logo vi a marca do trambolho. Era uma época desconcertante da marca e do fabricante. Falei com o infeliz que operava o equipamento, ele me apontou para falar com uma espécie de gerente, um rapazola, que comandava a entrada e saída dos veículos. Tentei um diálogo com a figura, quando, entre outras coisas, eu lhe disse que o lava rápido por certo não suportaria uma visita do fiscal trabalhista ou da saúde no trabalho, que o autuaria na hora por obrigar um funcionário a usar um equipamento de trabalho assim, ensurdecedor. O sujeito, com aquela cara de criança recém-desmamada, mas soberba com os conhecimentos avançados supostamente superiores aos meus, sem pestanejar nem exibir qualquer medo de ser feliz dentro da lama, demonstra todo o seu aprendizado em matéria de corrupção, financeira ou de valores mais nobres, como os morais e éticos da vida social, dizendo que “esses fiscais não assustam mais, eles só querem dinheiro”. Aqui, também, Lula e sua turma a fazer escola. Todo dia nos jornais e na TV, os exemplos (sobretudo os maus) podem muito. Eu, por um momento, avaliei o tamanho da desgraça em época de tantos maus exemplos, crescentes, com péssimos estímulos, deixando o local meio desalentado, enquanto refletia: – “É a ausência de princípios a dar lugar a mau comportamento que, repetido, ganha status de cultura”. Assim sendo, não dói vermos tanta gente a andar por desvios ou na contra-mão dos bons costumes?! Como salvá-la do pior?! Com novos exemplos, edificantes, mas de quanto esforço e tempo dependemos?! Há como neutralizar e reverter tal estado de coisas?!
Queremos ainda trazer à luz (a quem já esqueceu) um pouco mais a respeito do tema. Ou seja, tudo que pode ou deve servir como modelo a ser imitado, pessoa ou coisa tomadas como lição, um fato, sentença ou palavras para confirmar uma regra ou demonstrar uma verdade (como faz a rosa-dos-ventos da ilustração acima, no ensino da geografia) são chamados exemplos. Na expressão “a exemplo de” estamos dizendo “segundo um exemplo dado”. Daí vêm as várias palavras da família, como exemplar (adjetivo e verbo), exemplaridade (qualidade), exemplificação e exemplificar, quando lançamos mão de exemplos em nossa explanação. Isto posto, notamos que exemplos, bons e ruins, úteis e perigosos, existem por toda a parte e tudo o que ou como fazemos certas coisas pode ser tomado como exemplo por alguém, até de forma inadvertida, sem nenhum controle ou propósito nossos, razão pela qual devemos estar sempre atentos para que atos e atitudes praticados sejam os melhores que podemos oferecer. Assim, se alguém nos utilizar como modelo, imitando-nos ou até avançar, saindo-se melhor do que o original, a nós bastará a possibilidade de um feliz resultado para já podermos nos sentir justificados. Ainda bem que é assim, uns aprendendo com os outros, a geração atual, ajuizada, a seguir valores de gerações passadas, somando-se tais valores aos da sua própria geração, também. A ressalva a fazer, para estragar um pouco a festa, permanece nas partes não ajuizadas existentes da geração atual, por sinal, muito numerosas e, o pior, muitos nem são os chamados jovens inexperientes, são marmanjos de velhas gerações, desprovidos de juízo e de pudor, a ignorar os melhores legados dos seus próprios ancestrais. Não os ouvem nem escutam, não os vêem nem olham, ficando desta forma bem difícil o conserto. Enfim, para encerrar o texto, segue como ingrediente uma pequena anedota educativa. Resumindo-a, trata-se de uma formiga, coitada, cochilou e o trem passou sobre ela, cortando-lhe o traseiro. Um transeunte ao passar aconselhou-a a voltar pela ferrovia, achando seu traseiro, tentar enxertá-lo. Ela voltou e, ao procurar pelo seu traseiro, outro trem passou sobre seu pescoço, cortando-lhe a cabeça. Moral da História: “Não perca a cabeça por causa de um(a) traseiro (bunda)”. Você, homem, é do tipo que já perdeu a cabeça por causa de um belo traseiro?! E, agora, falando sério, ao externar uma ideia ou realizar alguma coisa, que outros tomarão conhecimento, qual o grau de atenção e cuidado é o seu, tendo em vista a possibilidade de usarem-no, por escolha ou indução, como motivador inicial de uma ação ou gota dágua, desencadeadora, ao fim de um processo?! Lembramos, sempre, do potencial pedagógico de tudo que fazemos, ainda que impossível de ser determinado?!


PS – Engraçado! Ao fim de um Post dedicado a exemplos, eu quis caprichar o bolo com uma boa cobertura feita de “soneto que falasse de exemplos”, sendo surpreendido por um “exemplo de soneto”, chamado “Barcos de Papel”, autor Guilherme de Almeida: – “Quando a chuva cessava e um vento fino / Franzia a tarde tímida e lavada, / Eu saía a brincar pela calçada, / Nos meus tempos felizes de menino. / / Fazia de papel toda uma armada / E, estendendo o meu braço pequenino, / Eu soltava os barquinhos, sem destino, / Ao longo das sarjetas, na enxurrada… // Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles, / Que não são barcos de ouro os meus ideais: / São feitos de papel, são como aqueles, // Perfeitamente, exatamente iguais… / Que os meus barquinhos, lá se foram eles! / Foram-se embora e não voltaram mais”. Os versos são nostálgicos e um tanto quanto tristes, de alguém que mais quer do que alcança, o que não é novidade a muitos de nós. Ou, a Você tudo sobra, uma loucura total?! Afinal, a quanto tempo não lhe ocorria um encontro com a Poesia?! Viu como a todo momento se pode dar um bom exemplo?!

MBT – Ano XIX (2018): Originário de 29/09/2012, um texto em reprise com vida nova!

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