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"Como honrar à altura
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(Jhosa)

[Contra-Capa]

MUNDO DE APÓSTATAS

Quando, depois de muito, mudam e desdenham da posição anterior.
(Por: Joseh Pereira – 01/02/2018) – Reeditado do Post de 30/06/2012

De um modo geral, seja entre simpatizantes de um carnaval estressante ou de um retiro interior e profundo para acalmar a alma, clamam em nós valores que norteiam nosso cotidiano e apontam horizontes, são bens espirituais e morais, que gostaríamos nunca se distanciassem de nós, mas, não raro, circunstâncias adversas ou uma nova motivação podem nos causar um afastamento, a separação, restando-nos encontrar um caminho. Nestes casos, nem sempre se tratam de apostasias, a não ser que o sujeito ao afastar-se, mediante um novo estímulo, tome uma atitude de forma deliberada e espontânea e, além disto, passe a repugnar e combater sua própria escolha anterior, que o atraía. No passado como no presente, há muitos apóstatas quer no plano religioso quanto no político. Na Bíblia, há registros em diferentes pontos que falam de manifestações de apostasia, quando muito generalizadas, intérpretes tratam-nas como sinais precursores da última vinda de Cristo à terra, o fim do mundo ou juízo final, momento em que, como afirmam os exegetas, “muitos serão os chamados e poucos os escolhidos”. Embora, muitos dos tais sinais precursores possam demorar tanto para se confirmar que se diluem e enfraquecem. No sentido, ainda, de um afastamento definitivo e deliberado de uma coisa ou valor pessoal, da sua fé ou doutrina, a apostasia pode se manifestar abertamente ou de modo oculto, latente. Fica claro quem é o apóstata, lembrando de um apóstolo, que se empenha em proteger e propagar a causa que abraça, se fizer o contrário, já se porta como um apóstata e este, conforme o ambiente a que pertence, uma vez afastado do grupo doutrinário do qual era membro, pode sofrer preconceito, intolerância, difamação e calúnia por parte dos demais membros. Há casos extremos relatados com a aplicação da pena de morte para apóstatas, como acontece entre religiosos islâmicos, nos países muçulmanos como Arábia Saudita, Irã etc. E para ser um islâmico, basta nascer de pais muçulmanos. A apostasia, não confundir com heresia e o cisma é, literalmente, a deserção ou abandono da religião ou corrente a que se reportava, por deixar de merecer sua devoção e fidelidade. Por toda parte, a apostasia é tratada com maior ou menor tolerância, sendo tolerada demais ou mesmo ignorada no cristianismo atual, por esta razão, havendo intensa migração ou fuga sem nenhum desestímulo, o que não deixa de ser preocupante. Finalmente, tenho lido que, ao contrário do que muitos poderiam esperar, vem aumentando o número de muçulmanos, por certo pela prática de violências atribuída a membros islâmicos, a converter-se ao cristianismo, não obstante a dura perseguição e mortes contra todo islâmico que ousa deixar sua religião. Quanto à fidelidade doutrinária, além do Apóstata, têm-se ainda o Ortodoxo (rigoroso às normas) e o Heterodoxo (pouco rigoroso). Saibam mais, pesquisem. Sabendo, afinal, que o islamismo cresce, vegetativamente, com o nascer do muçulmano, por que o crime grave de apostasia na escolha de outro credo?! Não existe o livre-arbítrio, sequer, no uso da razão?!


PS – É, pessoal. Laços que se quebram, em geral, doem e, em poucas vezes, deixam ganhos. Um poeta de ocasião (o Editor do Blog), lá pelas tantas, um dia registrou algo assim: – “Amálgamas certos, ligas que duram / Formam famílias, a igreja, o partido / Mas assaltam, germes noturnos, furam / E perdem a seiva que traz sentido”. Caso bastante dramático! Eis que o amálgama ocorre quando duas partes parecem uma, torna-se um todo! Depois, romper-se?! Vamos, pois, tentar nos prevenir ao menos de rompimentos os mais profundos, especialmente, quando sem uma forte e sonora justificativa?! Ou o seu filtro, no ato da escolha, anda falhando?! Neste caso, o que fazer?!

MBT – Ano XIX (2018): Originário de 30/06/2012, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

RUÍNAS DA EDUCAÇÃO

Turvam os jovens cérebros militantes e ativistas no afã do poder!
(Por: Joseh Pereira – 01/01/2018) – Reeditado do Post de 02/06/2012

Nas janelas, os sinais evidentes da chegada de 2018, no intenso e ruidoso brilho da virada das coisas velhas – ou ainda novas – para coisas mais novas ou recondicionadas e, ante a tudo isso, nossos olhos se voltam a algo deveras antigo e que não envelhece, a Educação. Quão grande a sua relevância, cuja prioridade requer que estejamos sempre atentos sobre qualquer coisa que lhe seja atinente. Quando do texto original no Blog, junho de 2012, líamos um artigo do veterano e competente jornalista, [Percival Puggina], pelo Jornal Zero Hora (RS). Sempre afinado, a falar e escrever o que a população precisa ouvir e ler, punha suas justas críticas contra o filme “Diários de Motocicleta” por simplesmente endeusar um guerrilheiro comunista. Diz ele, entre outras coisas: – Quem viu o filme lembra da passagem de Che Guevara pelo leprosário de San Pablo, atendido por religiosas em plena selva, às margens do Amazonas. E lembrará que para os sinistros efeitos do filme, Che é apresentado como um santo cheio de amor aos enfermos. Quanta mistificação! Após duas semanas por ali, enquanto superava uma crise de asma, Che bateu asas e foi fazer seu turismo revolucionário noutra freguesia. Quanto às irmãs, maltratadas pelo filme, continuaram vida afora enfiadas no mato, cuidando dos leprosos. Eis a diferença entre o verdadeiro amor ao próximo e a fantasia que empresta ao marxismo e ao comunismo o brilho vulgar das lantejoulas. Para Walter Salles, o cineasta, as religiosas eram megeras e Guevara um anjo de bondade. Tem sido assim, recorrente, a publicação de artigos no campo da Educação. Vou enfocá-la sob um aspecto que tem muito a ver com o filme abordado acima. Aliás, tão recorrentes as reflexões sobre o tema da Educação por profissionais das mais variadas especialidades que o fato já despertou reações adversas, contestando a concessão de espaços para quem não é do ramo. Nós seríamos simples palpiteiros. Mas convenhamos, é muito difícil ficar calado diante de tudo isso. Imagine um brasileiro que percorra nível a nível o sistema de ensino do país, a qual corrente filosófica mais estará submetido o tempo todo, ainda que mudando de escola, cidade e Estado, em seu percurso escolar? Alguém tem dúvida que não seja o marxismo? É análise marxista, crítica marxista, economia marxista, visão marxista da história, teologia da libertação, pedagogia do excluído e, como lastro para o materialismo histórico, camadas maciças de maledicência sobre o cristianismo. Um marxismo de polígrafo (especialista de variedades) escolar com a profundidade de um pires. Os que o lambem como tema de casa são incapazes de escrever uma lauda a respeito, mas saem do colégio prontinhos para ler a vida com os olhos que lhes deram. Poucos estudantes recebem dose suficiente de antídotos para enfrentar o que lhes é ministrado ao longo dos cursos. Assim, deixando de lado a sã filosofia e depreciando valores que inspiraram e inspiram a maioria dos melhores vultos da humanidade, como esperar coisa melhor do que isso que vemos por aí?! Diante deste cenário, afinal, indaga o articulista, como será o futuro do país?!


PS – Um texto curto, não porque as ruínas educacionais no Brasil sejam poucas, mas porque a minha bronca e a do autor a que recorremos diz respeito a como se faz um mito e quanto mal à sociedade isto pode causar. Salienta bem, o Percival Puggina, sobre a figura, “um sujeitinho vagabundo como o Che Guevara é um santo ou herói na boca suja de maus professores”, até em escolas do credo católico, confundindo e desorganizando nossos cérebros aprendizes. O que esperar do nosso futuro com estas sementes neste triste e infeliz presente?! – indaga o autor. E tais enfoques demolidores dos nossos valores desde as mais tenras idades prosseguem a todo vapor, salvo raríssimas exceções do nosso magistério, formal e informal. Como mantermos a salvo da sanha inimiga valioso legado da nossa herança?! Por que jovens e crianças submetidos a tantos desatinos?! Até quando tais cenas serão vistas?! Até quando?!

MBT – Ano XIX (2018): Originário de 02/06/2012, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

VIAGEM NO TEMPO

Nas asas próprias do tempo a percorrer os céus da nossa história!
(Por: Joseh Pereira – 01/12/2017) – Reeditado do Post de 01/05/2012

Não, eu não fui, entretanto, eles foram! São jovens, meus filhos, aliás, um filho e uma nora que, em suas férias anuais, gostam de viajar pelo mundo, tudo muito bem programado e narrar os melhores detalhes em [Viagem Detalhada], especialmente criado para documentar suas viagens, podendo ser extremamente útil a outros turistas. A matéria sobre a qual vou me debruçar nesta Crônica diz respeito ao 3o. Dia em Berlim, Alemanha. Com muita propriedade, o jovem casal documenta coisas deveras marcantes na vida de um septuagenário. Pois, eu nasci durante a 2a. Guerra Mundial (palco escolhido dos turistas), que terminou com a rendição do Japão, em 1945. E vivi desde lá, até a Queda do Muro (09/11/1989), a Guerra Fria, que dividia o mundo em duas partes, a comunista, com seu virulento imperialismo por todo o mundo, a partir do leste europeu e a outra, capitalista, democrática e livre, o chamado Ocidente. Era chamada de Guerra Fria, pela prática da dissuasão do inimigo com o poderio dos seus arsenais, sem a necessidade do uso efetivo do poder bélico instalado. Além da ONU (com seu negativo viés globalista, atual), foram instituídos dois pactos militares para garantir a paz, a nossa OTAN e o Pacto de Varsóvia. Este último não existe mais e a OTAN passou a atuar na nova Rússia. Não havia no mundo, durante a Guerra Fria, uma disseminação de potências nem a multiplicação de bandeiras de inúmeras militâncias, que nos dificultam demais a identificação do confiável e do perigoso, onde há a sinceridade ou a má fé. Quando vemos, já fizemos o jogo de quem não devia ganhar. Comunistas são assim, dividiram a Alemanha em duas e o seu “paraíso soviético” do lado oriental, tão bom para viver que precisavam erguer muros com sentinelas armados e ordens para matar, para que desesperados moradores não fugissem, meteram-lhe o nome de República Democrática Alemã! Para a parte realmente democrática e livre do Ocidente, o nome: República Federal Alemã. Notem que entender o comunista de ontem ajuda muito a entender o comunista de hoje, pois, lá como cá, a mentira sempre foi sua especialidade, mentem profissionalmente e de todas as formas. Hoje, porque supostamente vencidos pelo Capitalismo, que teria derrubado e rasgado as vestes do Império Soviético (na realidade, falecido por inanição), os comunistas não morreram e, pior, tornaram-se Vingadores da História, com seus métodos mais sórdidos para inibir ou inviabilizar o livre mercado, aos poucos, gramscianamente, minando com seus venenos a cultura, os ícones da história e os valores mais tradicionais de toda a sociedade livre em qualquer parte do mundo. Marketing prejudicado com a queda do Império Soviético e o fim dos dólares a fundo perdido para o show-room cubano do comunismo na América Latina, comunistas em geral passam agora, mais ainda, a vestir a camisa das suas presas para enganá-las, cujo peso não supera o de um inseto e, caso estas não venham a colaborar, terão mesmo a vida de insetos! Quantas vezes um comunista histórico já lhe disse que o comunismo acabou? E é para acreditarmos?!
Há muito tempo, quando o Editor do Blog nascia, talvez, tivesse-lhe ocorrido estar o mundo a lançar bombas de festim, comemorando alguma coisa. Brincadeira, no entanto, não neutraliza horrores. Era a 2a. Guerra Mundial, envolvendo oriente e ocidente, entre rivais e seus aliados, iniciada em 1939, a fazer muito barulho e estragos, sobretudo, no velho mundo, nos campos germânicos, com graves consequências e muitas tensões também por aqui, no Brasil. Aí, não tem como, vem logo a grande pergunta! Se nós, em toda a região onde crescemos nem o rádio e a energia elétrica haviam chegado, como sabíamos das coisas, dos acontecimentos mais importantes, locais, nacionais ou internacionais?! Não sei, exatamente, mas tenho o que dizer. Meus pais casaram-se com primos, primos-irmãos, podendo acontecer um acúmulo genético negativo contra nós, tendo certamente ocorrido o contrário, conosco. Senão, vejamos. Minha mãe, quando falava com alguns graduados, estes indagavam se ela tinha frequentado alguma faculdade, o que muito me honrava. Meu pai gostava de trabalhar, tinha excelente caráter, apesar da sua simplicidade, tinha boa abertura para com o futuro, optava por boa companhia, ouvia bons conselhos, às vezes, um pouco teimoso ao proteger seus territórios. Fui alfabetizado muito cedo, principalmente por minha mãe. Tendo nascido em 1941, vivi meus primeiros anos a 18 Km – por vias de terra batida e estradas de cascalho – da sede municipal, região urbana mais próxima, onde havia uma posta-restante (agência sem carteiros) para a retirada de um Semanário, que era na época muito bom e um excelente Anuário, a revista “Ecos Marianos” da mesma Editora. O jornal que meu pai assinava (por ouvir um outro assinante, colega de trabalho) e o anuário, seu parceiro editorial de peso, eram o nosso único e poderoso link com o mundo, rádio e TV, nem pensar. Da Revista Anual, os assuntos que encantavam Rafael, Benedito e eu eram os mistérios e segredos dos oceanos, a oceanografia, a astronomia e as conquistas espaciais de ambas as potências mundiais, EUA e URSS (agora, extinta). Quando, ao sermos surpreendidos por dois helicópteros juntos nos céus sobre nós, eis como foi o nosso grito: – “Táxis Aéreos”, porque já havíamos lido sobre as tais aeronaves de asas giratórias em desenvolvimento, assim “batizadas”, que haveriam de servir para transporte de pequena monta, momento em que vimos, ao vivo e em cores, materializar-se uma informação. Uma grande alegria! Enfim, adolescência a dentro, com a Guerra Fria ainda em curso no mundo, as notícias e artigos fluíam com força total por aquele Semanário e o Anuário, que iam aos poucos sedimentando, já naquele ermo rural da primeira metade do Séc. XX, o nosso conhecimento sobre a qualidade do mundo livre e os horrores do mundo comunista, associados a toda a estratégia e propaganda oficial ardilosas sob a “cortina de ferro”, outra expressão frequente nas páginas que líamos, das duas fontes impressas com que, desde crianças, havíamos sido premiados. Afinal, muito do que foi documentado pelos jovens turistas em antigos campos de batalha alemães, examinando os vestígios mantidos do conflito mundial, com suas descrições neles inseridas, leva-nos a uma longínqua infância e começo da adolescência, quando absorvíamos os mesmos trágicos fatos, nos seus próprios dias e em tempo real, ainda que com a sensação de algo muito distante, inalcançável, pela total ausência do bem-vindo fenômeno da globalização (não confundir com globalismo), no final do segundo milênio, graças à Internet, importantes acordos mundiais, modernos aviões sempre no ar e poderosos satélites de comunicação. Enfim, gostou de viajar conosco pelo Velho Mundo e, nas asas do tempo, inclusive, sobrevoar as nossas origens?! Incorporou algo novo de uma História que é, inalienavelmente, nossa?! Ou é melhor, por comodidade ou não, desconhecer os maus momentos, mesmo com os riscos de virem a se repetir?! Mas, neste caso, qual será o preço a pagar?!


PS – Voltar para ganhar força e projetar. Eis, pois, um grande exemplo da boa nostalgia! Ao focalizar com gosto o Blog [Viagem Detalhada] de dois viajantes, amigos nossos, que fazem seu Diário com graça e verdade. Oportuno se faz, a qualquer tempo, rever as memórias do mundo comunista (para evitá-lo, sempre) e da Segunda Guerra Mundial, aliás, com os pés a tocar o solo onde nasci, durante o conflito bélico. Lá eu lia e crescia sob estas tensões, entretanto, ainda hoje, com muita saudade e gratidão, aperto meu peito às minhas raízes, lugar simples, vital e fecundo! Sabiam que, já nas eleições presidenciais de 1960, algo me dizia para votarmos no Marechal Lott, mas Jânio Quadros venceu, brincou com fogo e se deu mal?! Não acham razoável imaginarmos ter sido aí, onde lançamos a grande semente de 1964?! Ou, com outro resultado, teria sido pior?!

MBT – Ano XVIII (2017): Originário de 01/05/2012, um texto em reprise com vida nova!

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