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 Alguns Gramas do Seu Amor

Rituais mais elaborados contam com meditação, canto e música,
em diversas formas; adorar implica entrega, um transbordar
da alma; deveras desconfortável, no culto do súdito a chefetes,
hábito nem tão antigo ou desaparecido.
"Adoração" - Tema 1.7 [ AQUI ]



A alienação é o desvio para um mundo estranho ou a perda
da individualidade pela ação da coletivização,
uma idéia de Karl Marx, que é contra a alienação,
mas, somente a do mundo capitalista.
"Alienação" - Tema 1.13 [ AQUI ]


MEU BLOG TEMÁTICO - Por: Joseh Pereira
Data: 14/11/2011 11h40 AM

A T U R D I M E N T O
Deve poder digerir todos os dados

|||| Uns dizem que há informação demais para filtrar e classificar, que sua bússola não alcança, não conseguem mais descobrir o norte e ficam desorientados. Ou seja, ficam aturdidos ou confusos com o que lhes são apenas ruídos ou barulhos, que não trazem proveito algum. Estes, quando não adotam uma atitude mística e fatalista, acabam pegando um desvio qualquer, via de regra, caindo nas mãos ou nas garras de uma falsa liderança popular, religiosa ou política, até pensando, às vezes, estar andando na melhor companhia da sua vida. Um dos grandes desaguadouros destes descaminhados no Brasil, não por mera coincidência, é a corrente político-doutrinária com pompa e circunstância de religião fundamentalista, a "religião lulo-dilmo-petista", abrangendo um esquerdismo radical, retrógrado, de conteúdo e ação totalitários, mascarados e enganosos, extremamente ameaçadores aos nossos valores éticos, nacionais e sociais, além dos riscos que impõem aos valores familiares, básicos ou elementares.
|||| Uns poucos, ou melhor, não tão poucos mantêm a fibra dos seus princípios, não permitindo que seus sentidos se perturbem nem seus cérebros sejam violentados com a tempestade torrencial de dados e informações, nas quais, pela facilidade tecnológica, infiltram-se fontes desqualificadas ou com a deliberada má fé de exportar seus venenos nas consciências de informandos, sabidamente fragilizados, aturdidos, sejam por preguiça, negligência ou involuntariamente. É de grande importância mantermo-nos sempre atentos, jamais caindo na tentação do primeiro nem do último semi-deus da comunicação, ídolo tão frágil e mortal como qualquer um de nós, mas sedento de atenção à sua falsa, por vezes, desprezível maestria.
|||| Não se deve maravilhar facilmente nem descartar, pura e simplesmente, seja o novo ou o tradicional, sem antes, examinar pacientemente os dados e fatos, buscando as melhores associações que tragam uma certeza, a mais aproximada do ideal, cuja lógica e raciocínio me garantam que ouve, aí, o indispensável processo de discernimento, que limpa, clareia e define. Daí, podermos afirmar que é melhor não termos, agora, uma conclusão ou opinião sobre algo do que precipitá-las, desprovidas dos seus alicerces e amarração, como prova irrefutável de que, no mínimo, não somos bons construtores. Além de outras conseqüências muito piores desta atitude inconseqüente, que eu estou deixando de listar para poupá-lo, talvez.
|||| Ao encerrar estas linhas, quero recomendar um ótimo artigo em português da escritora italiana [Aturdimento - Susanna Tamaro]. Segundo ela, vivemos uma época das antinomias: do máximo bem-estar e da maior insatisfação; da extrema segurança e dos medos incontroláveis; das sofisticadas comunicações planetárias e da verdadeira incapacidade de comunicar entre as pessoas. O denominador comum do nosso tempo é o alarido, que nos incomoda. Não há silêncio no ar à nossa volta, não há silêncio nos espíritos ou nos corações. Há freqüentemente alguém ou alguma coisa contra o silêncio produtivo, a evitar que contemplemos a nossa realidade mais profunda, a impedir que dessa realidade nasça e cresça a nossa evolução como pessoas. A escritora responsabiliza, ainda, o relativismo ético e moral de uma sociedade que renuncia à sua função educativa, por deixar de considerar os limites do bem e do mal, do certo e do errado, de forma justa e equitativa, no tempo e no espaço. Ela retoma o sentido da palavra "educar", que significa "conduzir, apontar um caminho" para, em seguida, perguntar, na forma de um lamento: "Como se pode apontar um caminho, se a vida, assim, é um vaguear sem destino, se não há limites a respeitar, horizontes a atingir?"
|||| Enfim, leia devagar este artigo e não fique zonzo, tonto, aturdido nem maravilhado ou perplexo.
|||| Beba, sempre, com ponderação das suas fontes!

C O M E N T Á R I O S
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Vezes em que vemos esgotar o espaço que nos conduz e vem um
desconforto, profunda tristeza pelo distanciamento ou perda mesma
do foco, ligada à sensação preliminar de impotência
perante a certos desafios até controláveis.
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Honroso e nobre da nossa parte ajudar a erguer quem
está caído e levá-lo a andar o quanto antes, fora
da sua situação de emergência, tendo sempre como critério
nunca dar de comer a quem não tem, exatamente, fome.
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Edição: 16/05/2012 WebMaster: José Pereira - © Copyright, 1999-2012. Contato: FALE COMIGO - Acesse!