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"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
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"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
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(Jhosa)


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Nós, o Editor do Blog,
nos acentos diferenciais
e em vogais dobradas
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não aderimos!


[Contra-Capa]

SECOS E MOLHADOS

Chove chuva de mansinho como a querer ninar nossos corações!
(Por: Joseh Pereira – 01/02/2020) – Reeditado

Nós, na Crônica de hoje, teremos como tema as chuvas que caem, estiagens que seguem com novas chuvas que voltam. Não sem antes, tal como um pequeno adendo, logo na abertura, trazermos à memória uma histórica curiosidade, quer dizer, o título acima nos remete também a tempos bem longínquos, dos anos sessenta ao começo dos setenta, quando surge em São Paulo uma pioneira rede de supermercados, o “Peg-Pag” (lembram dele), em cujas lojas o cliente não ficava mais diante do balcão a formular os seus pedidos, revolucionando o nosso jeito de comprar. Secos e molhados, como conhecíamos, foram suplantados por supermercados, hipermercados e, mais tarde, os conhecidos shoppings, um aqui, outro ali. Mas, vamos voltar ao tema central e falar da Chuva, como coisa sempre vital a todos os reinos da natureza, o Reino Mineral, o Vegetal e Animal, a realizar e produzir o seu equilíbrio natural, não obstante com frequência insistamos em nos colocar onde não deveríamos, por onde águas terão de rolar até mudando relevos cheios de gente, sem dó nem piedade, pois, a natureza não é humana, ela é fria e indiferente. A natureza é mãe como dizem, porém, extremamente reta, às vezes, parece brava, até meio cruel. Porém, dá perfeitamente para sermos felizes parceiros, concedendo-nos um ao outro em equilíbrio. E quem viveu como eu vivi o Brasil dos 50 a 70 milhões de habitantes, com abundantes espaços livres, hoje, mais de 200 milhões de habitantes mal distribuídos, viu e se resguardou de chuvas de todos os portes vai entender que chuva nenhuma mata, mas atropela quem se põe no seu caminho, com enxurradas, enchentes e ventos, até mesmo a desmoronar penhascos desprezados pelo mercado imobiliário sem perguntar nada por não adiantar ou por ser inútil, a quem já se sabe ignorar a linguagem surda das águas. Aqui compreende populares e autoridades displicentes de órgãos públicos, permitindo que se implantem irregularidades habitacionais em locais clandestinos, proibidos ou perigosos. As chuvas caem para, depois delas, vir a bonança, o que nem sempre ou raramente ocorre, especialmente, quando em qualquer zona urbana no Brasil. Chuvas até de pequeno porte são um Deus nos acuda, sobretudo, quanto à vazão de águas das ruas, na sua drenagem, com alagamentos e enchentes fora do lugar a causar danos e prejuízos. Não sei se existe alguma cidade devidamente estruturada para suportar 100% qualquer precipitação pluviométrica, creio que não, mas em se tratando de cidades brasileiras, nossas condições deixam demais a desejar. Algum dia no futuro nossas cidades chegarão à altura para suportar ou neutralizar danos decorrentes das chuvas?! A propósito, poderíamos perguntar. Por que não deixar que tudo, assim como as chuvas, cumpram sua finalidade determinada por sua natureza, sem que esta última sofra obstáculos?! Por exemplo, quando alguém com natureza masculina poderia vir a ser mãe, com total desvio de finalidade?! Acaso seria válida a tentativa, mesmo sabendo venha a ser frustrada ao fim e a cabo?! Quanto às chuvas que caem, podemos pedir licença ou apenas entendê-las para delas nos proteger?!
Na sequência queremos ainda introduzir um poema muito popular, talvez já o conheçam, intitulado “O Cume do Morro”, que brinca com seus versos, ao tratar dos “efeitos da chuva no alto de um morro”. O poema é bem antigo e divertido, já caiu em domínio público e aparece na Internet em várias versões, cada uma de um jeito. A intenção é fazer com que a palavra “cume” se divida em duas outras palavras, uma é sinônima de “ânus” e outra, um pronome oblíquo, o “me”. Um professor de Literatura ou de Língua Portuguesa, ao tratar da ambiguidade literária, poderá utilizar como texto-motivador tais versos ou trovas populares, assim: – “No cume daquele mor-ro, / Plantei formosa rosei-ra. / Ah, o vento no cume ba-te, / A rosa no cume chei-ra. // Quando vem a chuva fi-na, / Salpicos no cume caem. / As formigas no cume en-tram, / Abelhas do cume saem. // E quando cai a chuva gros-sa / Águas do cume des-cem, / A lama do cume escor-re, / O mato no cume cres-ce. // Então, quando pára a chu-va, / Ao cume volta a alegri-a. / Pois, torna a brilhar de no-vo / O Sol que no cume ardi-a”. Observem que não há nos versos qualquer palavra chula, mas ela se coloca no ato da leitura. Se desejarmos metrificar ou escandir tais versos, vemos que são de sete sílabas, que terminam na última tônica negritada, descartando-se as demais. Notem que diferentemente das sílabas gramaticais, em razão da musicalidade dos versos, as sílabas poéticas são compostas de outra forma, podendo ter além de uma, duas ou três sílabas gramaticais, como ocorrem em alguns dos versos acima, onde elas aparecem sublinhadas. E, por falar em versos, quero convidá-los já para, imediatamente, “mentalizarmos como belas poesias, com métrica e rimas perfeitas, as chuvas a cair por sobre montanhas, planaltos e planícies, abastecendo rios e represas até suas bordas”, sem transbordá-los, se a Natureza puder nos ouvir. Podemos, desde já, começar a antever, como resultados das chuvas, as paisagens mais cheias de vida e maior navegabilidade fluvial de rios e lagos. A chuva que cai de mansinho ou não tanto seja somente “um bem descido do céu”, o céu geográfico ou astronômico mesmo. É fácil notar que a chuva ao cair exerce forte apelo estético, muitas vezes, com tom um tanto quanto romântico. Eu não consigo ficar indiferente, olho para fora e vejo a chuva caindo, nas janelas ou sacadas de outros apartamentos sempre alguém a observar o espetáculo da natureza. Nas ruas, sob as marquises, as pessoas paradas olhando. A chuva quando começa tem um atrativo particular, depois, se prossegue por mais tempo, habitua ou cansa um pouco o observador, as pessoas voltam a seus aposentos. Se a chuva é forte com raios e ventanias, ocorre uma outra sensação, a de um temor por um poder superior ou algo incontrolável, a recomendar que procuremos logo um abrigo e proteção. O maior sabichão da história sob céu de brigadeiro desaparece em cenário meio angustiante de inferioridade humana. Até o sujeito mais materialista se pergunta, naquele momento, se não pode ser Deus, apregoado sujeito bíblico, escondido na Natureza, a comandar todo aquele terror natural, ali presenciado pelos seus viventes. A manifestação natural de força, durante uma violenta tempestade, às vezes, pode ser apavorante a qualquer um, mesmo a quem domina bem a ciência das chuvas e das tempestades, por uma razão simples, alguns danos durante violentos temporais podem ocorrer, sendo impossível prever naquele instante as suas dimensões. E se forem de porte elevado os danos patrimoniais, como consertar os eventuais estragos, inevitáveis?! Afinal, quem em momentos assim, angustiantes, não chamaria por Santa Bárbara, como um grito de socorro, uma exclamação?!


PS – Eis, em nossa memória, um homem do tempo como não havia outro na época! Sua dedicação em descrever, relatar e explicar fazia de cada boletim meteorológico no rádio um pequeno programa, uma verdadeira aula para apreciadores da matéria, como eu e muitos outros radio-ouvintes atentos. Seus termos e expressões técnicas não deixavam dúvidas. “Chuvas aqui podem ser locais, típicas de verão, instabilidades passageiras. Massas polares formam sistema frontal, a frente, o meio chuvoso e a massa polar a erguer o ar que, se úmido, resfria e chove. Centros de alta pressão pelo mar, chuviscos costeiros e próximos da costa; se pelo Continente, chuvas fortes, temporais. Sistema estaciona, prolongam as chuvas, se retorna como quente e desce, perigoso! Humidade relativa do ar, cirros com ou sem círculo solar e cúmulos-nimbos”, saudades do mestre Narciso Vernizzi, a dar suas aulas do tempo! Rendemos com orgulho homenagens a um homem que desenvolveu com tanto amor, apuro e didática no meio radiofônico a previsão do tempo, hoje, tecnologicamente, tudo à vontade, sendo desdobrada em mapas até infográficos em cores na TV e Internet?! Como ficar indiferente a quem, a seu tempo dignamente, marcou passagem como o Homem do Tempo?! E eu, quanto aprendi, tornando-me melhor?!

MBT – Ano XXI (2020): Originário de 02/08/2014, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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