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"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
Comum. Com.Br
Leitores Qualificados:
Ano 21 - MdM: 4.0







Intensas lidas. /
Letras recendem, /
Luzes acendem, /
Eis que desprendem /
Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)


Nova Ortografia.
Nós, o Editor do Blog,
nos acentos diferenciais
e em vogais dobradas
+ hifens, nada muda,
não aderimos!


[Contra-Capa]

NUDEZ CASTIGADA

Um olhar discreto e sereno do corpo humano tal qual um templo.
(Por: Joseh Pereira – 01/05/2020) – Reeditado

Nós, nos momentos em que ficamos nus, quer dizer, retiramos os “agasalhos” protetores, deveríamos nos sentir apenas mais vulneráveis, podendo nos machucar ou nos ferir mais facilmente, talvez. Mas não, a Nudez Humana coberta de mitos e tabus culturais passa a ser tratada, vista ou usada não naturalmente por mentes e condutas humanas, em geral, impuras, poluídas ou equivocadas. Vamos, nestas poucas linhas, procurar desenvolver o tema, realizando uma abordagem crítica e racional, enquanto se mantém uma postura muito adulta, respeitosa, serena, equilibrada e natural. Somos capazes de avaliar de quanta contradição ou confusão se reveste a nudez humana, não obstante a certeza de ser o Corpo um bem muito particular e inviolável, pessoal e íntimo, amigo do seu principal protetor, ou seja, a nossa pessoa aí inserida. Porém, por muitas razões que a própria razão desconhece nós vivemos privando o Corpo Humano de sair ao Sol e, livremente, respirar, além de assistirmos com um silêncio cúmplice a uma vil exploração, especialmente do corpo da mulher e, em menor escala, também do homem, sempre da pior forma, deturpando os seus objetivos ditados por sua natureza. Pois, é contra este estado de coisas que o Blog se levanta, ao defender uma liberdade mais vigilante e natural do Corpo Humano, hoje, humilhado por línguas mórbidas e mercados do sexo, além de certas novelas e filmes do gênero, igualmente impróprios e deformantes. Para nós, a roupa sempre representa uma necessidade profissional, familiar e social, mas não se deve distanciar demais a figura do nosso corpo, a ponto de podermos nos esquecer, aumentando alguns descuidos do nosso Corpo, “especial abrigo do espírito animador da matéria”. Gostaríamos, aqui, de indagar-lhe, desde que seguido de uma pré-condição para eliminar o súbito e o surpreendente, como se comportaria à frente de um homem ou mulher, em seu estado selvagem de absoluta nudez, à queima-roupa, ao vivo e sem disfarces, iria manter-se naturalmente sem se chocar ou consideraria logo coisa imprópria, obscena e imoral, bastando-lhe a pura e simples nudez da cena?! E mais, consideradas a pré-condição e espera devidas, caso fosse convidado a ficar também 100% à vontade, iria se sentir constrangido ou não estaria nem aí, mantendo seu comportamento normal de quando com suas roupas habituais?! Respostas contrárias às indagações justificam dizer que na fábula bíblica Adão e Eva “não sentiam vergonha da sua nudez porque não se viam nus”, uma coisa ou sensação amparada na culpa, que teria vindo depois do fruto proibido. Logo, ter vergonha de tirar a roupa na companhia de outrem pode não ser uma boa notícia a quem se nega peremptoriamente a fazê-lo, alguma culpa não sanada pode ser o obstáculo. Seria o meu caso?! Ou seria o seu?!
Na conclusão de uma Crônica sobre importante assunto que nos diz respeito a todos, embora a alguns pareça meio delicado e polêmico, nós imaginamos no entanto que quem concorda com Nelson Rodrigues, autor da frase segundo a qual “Toda nudez será castigada”, deva ter no mínimo uma carência de conhecimento histórico da humanidade, inclusive, de como éramos em relação à nudez em público até por volta dos anos trezentos da Era Cristã. Quando Cristo apareceu na beira do mar Pedro e demais pescadores demoraram para atendê-Lo, pois, sabendo quem era tinham de cobrirem-se, estavam nus no barco. Outro caso de inocente nudez. O excessivo desapego a bens materiais de São Francisco fez com que seu pai o levasse à autoridade local para deserdá-lo quando, diante do seu pai e do Bispo (tempo em que a Igreja servia o Estado como autêntico cartório), eis que Francisco considerando suas roupas também como bens materiais seus tirou-as todas devolvendo à autoridade deserdante e, completamente nu diante do próprio pai e da autoridade, não foi repreendido, tendo sido elogiada sua atitude pelo Bispo que o acolheu, cobrindo-o. Como vimos, estar ou ficar nu está longe de ser um bicho de sete cabeças, não fosse a defesa errada de um corpo distante demais, afastado, cuja distância costuma ser proporcional às suas mistificações, além do mercantilismo imoral com estímulos ideológicos a expor corpos e sexos em situações e cenas imundas da forma mais vil, grosseira e criminosa. Devemos, portanto, proteger nosso Corpo Humano da sarjeta dos vícios e do pudor desproporcional, ambos prejudiciais a seu perfeito entendimento. Lembremo-nos que: – “A visão de Deus radiografa até a alma, por que tentar nos esconder?!”; “Lembra-te, sem cessar, que vieste nu e nu voltarás” (Ecl 5,14; Jó 1,21); “Ambos estavam nus, o homem e a mulher, contudo, eles não se envergonhavam” (Gên 2:25); “Santuário teu, Senhor, saúdo-Te em meu corpo” (1Cor 6:19-20) e, contra toda espécie de cegueira: – “Mestre, que eu veja!” (Mc 10:51), fechando a Crônica com uma homenagem no Hino:

Por: Joseh Pereira (Editor do Blog)

Que toda nudez será castigada
Provoca livro, teatro e cinema
Mas grava qual foco deste poema
Que aponta para eventual cilada.

Pensa comigo, de qualquer excesso
Frequentes efeitos inesperados
Corpos humanos, fontes de pecados
Vira este disco, não demora, eu peço!

Auto-estima é pouco, se alvo, o corpo
Pesam sobre ele espíritos de porco
Lá onde reside o Espírito Divino!

Se tu crês, de Deus se faz vivo templo
Guarda em tua alma singular exemplo
Teu corpo é sagrado… Vale um Hino!

Enfim, qual sua posição em relação à nudez humana não provocativa, ou seja, de forma natural e, sempre, devidamente resolvida a questão surpresa da pessoa nua presenciada por outrem?! Algum problema insolúvel a seu ver em tais atos?! O que mais, na sua conta, em nome e na legítima defesa do Corpo Humano em geral?!


PS – Saibam que, no princípio, não usávamos roupas e o sexo, apenas em períodos férteis da fêmea para fins reprodutivos. A história nos informa que, com a procura de uma proteção por meio de roupas, entre outros interesses como a defesa de territórios, vê-se estimulada a Libido pela sensação do que se guarda a sete chaves mais o prazer de qualquer desafio, com a novidade ainda a causar sensações. Aí, como num estalo, a sexualidade humana ganha outros contornos, tais como os conhecemos, concordemos ou não. E mais, do episódio do Jardim do Éden, fica a lição segundo a qual a nudez alegada ao Criador não era a falta das roupas, mas a estranha sensação de estar sob alguma ameaça da autoridade, com a desobediência a algo proibido. Afinal, pode ou não ser a proibição que pesa sobre alguém um outro fator de prazer, como se dá em muitas áreas do nosso cotidiano?! Como V. se sente ao fazer algo considerado proibido?! Mais, menos ou nenhum prazer?!

MBT – Ano XXI (2020): Originário de 01/12/2014, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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