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"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
Comum. Com.Br
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Ano 21 - MdM: 4.0







Intensas lidas. /
Letras recendem, /
Luzes acendem, /
Eis que desprendem /
Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)


Nova Ortografia.
Nós, o Editor do Blog,
nos acentos diferenciais
e em vogais dobradas
+ hifens, nada muda,
não aderimos!


[Contra-Capa]

MUITA FUMAÇA!

Tabaco fere e machuca, as drogas perturbam a ordem, ofendem.
(Por: Joseh Pereira – 01/04/2020) – Reeditado

Que cena absurda de flagrante irresponsabilidade de alguém a queimar um tabaco, quiçá de péssima qualidade, intoxicando-se ainda mais a ingerir copos de cerveja, uma bebida alcoólica, obviamente, em seu manifesto estado de mulher gestante! Longe de nós qualquer prazer ao ver o quanto o uso de uma ou outra droga é capaz de em pequena ou maior dose prejudicar o bom-senso, a consciência pessoal e social do indivíduo, como com a gestante em foco, a abandonar à própria sorte seres indefesos sob proteção intrauterina. Aliás, “entre tanta coisa errada a interferir na liberdade individual de escolhas do cidadão pensante”, nós louvamos a restrição oficial que se deu de usos e da publicidade de bebidas alcoólicas e cigarros, digna de aplausos. Lembramo-nos das propagandas de cigarros cheias de pompas e circunstâncias a elevar ao máximo o poder do fumante, indo desde um Vila Rica, estrelado pelo atleta Gerson (estigmatizado como pai da vantagem a qualquer custo, a “lei de Gerson”), a um Camel, com o desenho de um camelo e ao Marlboro, cujo objetivo era incorporá-lo à identificação do homem bem sucedido nos negócios e demais atividades sociais ou públicas. O hábito de fumar parecia indispensável a quem desejasse se mostrar em público como alguém descontraído e determinado. E que viesse a incômoda fumaça a quem dela não pudesse fugir, fazendo arder rosto recém-barbeado, causando alergia nasal ou aderindo nas roupas, móveis e imóveis em casa ou no apartamento, manchando brônquios e pulmões do fumante ativo e das vítimas das fumaças, os fumantes passivos. Quanto ao tabaco, trata-se também de um mal a ser combatido como tem sido por todas as frentes, atualmente, surpreendendo a qualquer um o rápido e eficaz engajamento de todos os setores, sendo logo proibida por inteiro a sua propaganda e restringindo ao máximo o seu uso em público. Fico a imaginar o malefício moral e social do álcool, bem como de outras drogas, a destruir o indivíduo, a família e parte da sociedade, tornando pessoas outrora boas em irremediáveis doentes, ladrões e assassinos, na falta de campanhas eficazes, que chamem as coisas pelos nomes e responsabilizem claramente a quem interessam tais desgraças. Sabemos que a fumaça do tabaco fica pequena diante dos males gigantescos causados por outras drogas, das mais inocentes e lícitas às mais perigosas e ilícitas. Vamos continuar indiferentes e apáticos em relação a tantos estragos físicos e sociais, enquanto beneficiamos traficantes e organizações, cada vez mais fortes no mundo do crime; permitiremos que comunistas enrustidos fomentem tais males e usem como pretextos de que são males próprios de uma sociedade com liberalismo econômico e capitalista, tentando nela introduzir seu inferno socialista; enfim, até quando vamos continuar cegos diante de tanta luz que, sabemos, ainda existir?! Quantos nas ruas maltrapilhos riem a queimar uma droga, já na condição de escravos, enquanto outros dos seus choram por uma escravidão sem fim?! E, perante a tal praga, acreditem, esquerdas fazem festa, radicais e moderados, inclusive um sociólogo, até quando, caras pálidas?!
Na sequência do Post, um ligeiro relato da nossa iniciação no tabaco, abortada antes de nascer. Vejamos, pois, o interessante episódio. Um belo dia, meu irmão e eu, meninões cheios de imaginação e longe dos pais, quisemos fantasiar ou produzir, ali, uma cena de fumantes. Com a palha e o cabelo secos da espiga de milho, fantasiamos um cigarro a nos chamar à atenção pelo seu preparo, tinha até o “fumo”, feito com cabelo de milho. Lembro-me de tudo, acho que a gente queimava alguns gravetos, porque foi muito fácil encontrar um fogo para inflamar o cigarro. Neste instante, um vento mandou a fumaça aos meus olhos, insuportavelmente ardida, tornando impossível a continuação da brincadeira. Coisa que de fato nunca mais repetimos, a não ser um dos irmãos, ainda hoje fumante, que não estava naquele divertido momento, porém, providencial. Mas, pensando bem e de forma bem profunda: – “O prazer que as drogas proporcionam jamais será maior que a dor que elas causam” (L.G.M.); “Com as drogas, tentas fugir de alguns problemas, pouco sabendo que entraste no pior deles” (A.M.); “O viciado em drogas, antes de matar a si mesmo, ele mata a família” (F.Z.); “Um mundo com drogas é uma droga de mundo” (A.Z.). Logo abaixo, já para encerrar, após as reflexões em prosa sobre tão candente tema, um poeta irá reforçá-lo com seus brilhantes e oportunos versos, trazendo até nós:

Por: Jorge Linhaça (O Anjo das Letras)

A droga cega alma e mata o corpo
Chega mansinha, promete alegria
Vem na balada, na fala macia
Simula ser reto aquilo que é torto.

Aos poucos apaga a luz do seu dia
Quando percebe, o homem jaz morto
Pela escuridão, de todo absorto
Escravizado por tal tirania.

Cessam os risos, espalha-se o pranto
Na ânsia louca, cruel dependência
Turvos, os olhos perdem seu encanto.

Segue-se o crime, não há resistência
Mais uma dose, ali outro tanto
Esquece o homem sua consciência!

Então, vamos combinar. Quer dizer que ante a tamanha calamidade, que grassa por toda parte, nas casas e nas ruas, por mais que almejemos êxito, tudo continuará no plano do ideal, humanamente, irrealizável?! Mas, afinal, de onde emana tanta força maligna, a resistir esforços e tentativas?!


PS – Nós, por certo, temos de convir. Nos níveis de calamidade pública como se configuram o uso e o tráfico das drogas nós não estaríamos, houvesse a metade do empenho das campanhas anti-tabagistas levadas a efeito no mundo inteiro, com muita eficácia e visível resultado. Com campanhas de igual intensidade e igual engajamento educativo das massas, o uso das drogas ilícitas desceria a níveis toleráveis, semelhantes aos do tabagismo, um uso hoje de forma inibida e envergonhada. É certo, também, que enquanto o usuário da droga não sentir vergonha do que faz, pouco poderemos fazer para conter a epidemia. E como despertar-lhe o senso do pudor?! Alguma forma imaginativa no seu radar, a sugerir?!

MBT – Ano XXI (2020): Originário de 01/11/2014, um texto em reprise com vida nova!

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VOCÊ ACREDITA?

Sim, qual uma fortaleza, quis vir à luz de uma Santa, aconteceu!
(Por: Joseh Pereira – 01/03/2020) – Reeditado

Nós, embora nem todos tratem assim, imbuídos de uma confiança que diríamos biológica, quando nascemos agarramo-nos à grande matriz pelo cordão umbilical esperando sermos protegidos, até recebermos outro simbólico ato de fé, agora, em geral por um obstetra ou sob sua assistência, começando por interromper um dos laços para podermos dar início a uma história, à nossa história na busca da autonomia. Que momento sublime em que sentimentos de fé, inclusive e em grande parte do tipo racional se cruza por todo o ambiente vinda de diferentes cérebros, penetrando múltiplas células e moléculas que desejam, podem e devem viver! Como podemos observar, embora a fé seja um componente importante do mundo místico ou metafísico, por assim dizer, o mesmo em suas formas as mais diversas transitam muito por todo o nosso cotidiano pessoal ou não, fazendo a diferença e influenciando nas atitudes. Alguns sinônimos de fé ou palavras similares, aproximadas, mostram como a fé nos é familiar em quase todos os momentos, sejam entre pessoas que aceitam uma divindade como também a ateus e materialistas pelo aspecto racional agregado. O fenômeno, evidentemente, está longe de ser exclusivo de ambiente religioso, embora se constitua com frequência numa atitude mística em busca de um poder sobrenatural (nós preferimos o “intranatural”, inserido na Natureza, como o açúcar diluído na água, uma presença invisível), o qual, conforme o caso, se tiver pouco ou nenhum vínculo com a parte concreta e humana do Universo, faltar a sintonia fina isenta de ruídos frente às pulsações mais profundas com que se busca o contato, corre-se o risco de nada do que se pretenda vir a frutificar, podendo nos frustrar e, com o tempo, descartamos a eficiente ferramenta como se nela estivessem os defeitos. A fé seja em que estado for, nem é preciso reafirmar, é tão indispensável que ninguém consegue viver um minuto sem ela, tal a dependência direta e indireta de todos nós. Às vezes nos condicionamos a atestados e certidões públicos, outras vezes, acreditamos pela simples habitualidade de correções do outro, seja pessoa ou coisa. Eu tenho fé, quando creio, acredito, confio. Nesta relação podem ocorrer dois atributos muito frequentes e nenhum é bom. Refiro-me à “credulidade” de quem acredita em tudo com extrema facilidade, não indaga, não investiga; outro é o “ceticismo” com que, por mais que se argumente com perfeitos silogismos, a pessoa se fecha a qualquer exposição lógica, preferindo a dúvida ou as certezas das suas convicções. Deus nos proteja, tanto dos “crédulos” que crêem sem indagar, quanto dos “céticos”, incapazes de agregar novas verdades a seu repertório, enriquecendo-o. O mundo não necessita de nenhum dos dois, de quem acredita sem indagar nem de quem resiste a cristalinas exposições lógicas. Um realiza sem saber e o outro continua mergulhado nas sombras. Por que não investigar para crer, algo essencial e indispensável a cada vivente?! A fé tolera perguntas, sim, vamos perguntar mais, ouvir, analisar?!
Na sequência para encerrar a Crônica, uma confissão de fé do poeta lusitano para dar brilho ao tema e um texto lavrado por nós, pondo frente a frente a verdade e a mentira, ajudando-nos a distinguir o falso do verdadeiro, servem ambos os textos a uma excelente reflexão!

SONETO DA FÉ
Por: Ciro Di Verbena (Poeta Lusitano)

Sinceramente, eu creio no futuro
Em dias bem melhores, na alegria
Eu creio na utopia que procuro
Creio no amor, no sonho, na poesia!

Creio na paz de um mundo mais seguro
No sol que reverbera a luz do dia
Creio na liberdade além dos muros
Onde a fé no amanhã nos contagia!

Creio na compaixão, na humanidade
Na força de um abraço e na bondade
Vibrando em nossos corações humanos!

Eu creio na evolução e não na guerra
Na luz divina iluminando a terra
Mesmo quando, descrentes, duvidamos!

VERDADE E MENTIRA
Por: Joseh Pereira (Editor do Blog)

A verdade e a mentira.
A verdade alimenta, mesmo quando desagrada;
a mentira, geralmente mata, mesmo quando agrada.
A verdade existe para edificar, construir;
a mentira tem a obrigação de ter sabor.
A mentira caminha de passos largos;
a verdade engatinha, arrasta-se.
A mentira, do conquistador, tem que ser doce;
a verdade pode ser amarga.
A verdade faz o outro saber;
a mentira faz a vítima pensar que sabe.
A verdade, embora oculta, é sempre precedente;
a mentira infiltra-se, tirando-lhe a visibilidade e a eficácia.
Ao mentiroso, é confortável:
- Bastam alguns ingredientes, superficiais;
ao veraz, mais doloroso e caro:
- Tem que ser lógico e racional, na crítica e na autocrítica.
A mentira é uma droga, atraente veneno;
a verdade, um remédio, só para quem tem juízo.
A mentira é uma “caridade” (= benefício particular) humana,
que corrompe a justiça (= benefício geral) da verdade.
E há quem prefira, desgraçadamente,
a uma tentadora mentira à nutritiva verdade!

Vamos, enfim, aprender melhor a mentalizar positivamente, tornando nossos sonhos realidades?! Que tal mais um pouco de treino ou ginástica mental, lógica e racional para chegarmos lá, pode ser?!


PS – Olá! Convidamos a todos a algo que só depende de nós. Ter fé é ver por antecipação, ver com tamanha intensidade de espírito a ponto de podermos materializá-la, torná-la visível, concreta. Oh! Fôssemos todos nós sempre felizes em tão nobre e profundo exercício espiritual, buscando o que pretendemos ou desejamos a nós mesmos ou a outrem! Mas nem sempre nossa sintonia com a fonte suprema do Universo ou do Cosmo encontra-se pura, limpa e sem ruídos perturbadores, capazes de impedir uma melhor transmissão das energias. É mister nosso estarmos sempre atentos a tais mecanismos, pois, deles estamos cotidianamente necessitando. Sabiam que nem sempre para resolver problemas a objetividade se mostra superior, sendo de alto valor o subjetivo para reforçar a solução?! Você, afinal, entendeu bem qual o caminho a trilhar, o exato fio da meada?!

MBT – Ano XXI (2020): Originário de 01/10/2014, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
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SECOS E MOLHADOS

Chove chuva de mansinho como a querer ninar nossos corações!
(Por: Joseh Pereira – 01/02/2020) – Reeditado

Nós, na Crônica de hoje, teremos como tema as chuvas que caem, estiagens que seguem com novas chuvas que voltam. Não sem antes, tal como um pequeno adendo, logo na abertura, trazermos à memória uma histórica curiosidade, quer dizer, o título acima nos remete também a tempos bem longínquos, dos anos sessenta ao começo dos setenta, quando surge em São Paulo uma pioneira rede de supermercados, o “Peg-Pag” (lembram dele), em cujas lojas o cliente não ficava mais diante do balcão a formular os seus pedidos, revolucionando o nosso jeito de comprar. Secos e molhados, como conhecíamos, foram suplantados por supermercados, hipermercados e, mais tarde, os conhecidos shoppings, um aqui, outro ali. Mas, vamos voltar ao tema central e falar da Chuva, como coisa sempre vital a todos os reinos da natureza, o Reino Mineral, o Vegetal e Animal, a realizar e produzir o seu equilíbrio natural, não obstante com frequência insistamos em nos colocar onde não deveríamos, por onde águas terão de rolar até mudando relevos cheios de gente, sem dó nem piedade, pois, a natureza não é humana, ela é fria e indiferente. A natureza é mãe como dizem, porém, extremamente reta, às vezes, parece brava, até meio cruel. Porém, dá perfeitamente para sermos felizes parceiros, concedendo-nos um ao outro em equilíbrio. E quem viveu como eu vivi o Brasil dos 50 a 70 milhões de habitantes, com abundantes espaços livres, hoje, mais de 200 milhões de habitantes mal distribuídos, viu e se resguardou de chuvas de todos os portes vai entender que chuva nenhuma mata, mas atropela quem se põe no seu caminho, com enxurradas, enchentes e ventos, até mesmo a desmoronar penhascos desprezados pelo mercado imobiliário sem perguntar nada por não adiantar ou por ser inútil, a quem já se sabe ignorar a linguagem surda das águas. Aqui compreende populares e autoridades displicentes de órgãos públicos, permitindo que se implantem irregularidades habitacionais em locais clandestinos, proibidos ou perigosos. As chuvas caem para, depois delas, vir a bonança, o que nem sempre ou raramente ocorre, especialmente, quando em qualquer zona urbana no Brasil. Chuvas até de pequeno porte são um Deus nos acuda, sobretudo, quanto à vazão de águas das ruas, na sua drenagem, com alagamentos e enchentes fora do lugar a causar danos e prejuízos. Não sei se existe alguma cidade devidamente estruturada para suportar 100% qualquer precipitação pluviométrica, creio que não, mas em se tratando de cidades brasileiras, nossas condições deixam demais a desejar. Algum dia no futuro nossas cidades chegarão à altura para suportar ou neutralizar danos decorrentes das chuvas?! A propósito, poderíamos perguntar. Por que não deixar que tudo, assim como as chuvas, cumpram sua finalidade determinada por sua natureza, sem que esta última sofra obstáculos?! Por exemplo, quando alguém com natureza masculina poderia vir a ser mãe, com total desvio de finalidade?! Acaso seria válida a tentativa, mesmo sabendo venha a ser frustrada ao fim e a cabo?! Quanto às chuvas que caem, podemos pedir licença ou apenas entendê-las para delas nos proteger?!
Na sequência queremos ainda introduzir um poema muito popular, talvez já o conheçam, intitulado “O Cume do Morro”, que brinca com seus versos, ao tratar dos “efeitos da chuva no alto de um morro”. O poema é bem antigo e divertido, já caiu em domínio público e aparece na Internet em várias versões, cada uma de um jeito. A intenção é fazer com que a palavra “cume” se divida em duas outras palavras, uma é sinônima de “ânus” e outra, um pronome oblíquo, o “me”. Um professor de Literatura ou de Língua Portuguesa, ao tratar da ambiguidade literária, poderá utilizar como texto-motivador tais versos ou trovas populares, assim: – “No cume daquele mor-ro, / Plantei formosa rosei-ra. / Ah, o vento no cume ba-te, / A rosa no cume chei-ra. // Quando vem a chuva fi-na, / Salpicos no cume caem. / As formigas no cume en-tram, / Abelhas do cume saem. // E quando cai a chuva gros-sa / Águas do cume des-cem, / A lama do cume escor-re, / O mato no cume cres-ce. // Então, quando pára a chu-va, / Ao cume volta a alegri-a. / Pois, torna a brilhar de no-vo / O Sol que no cume ardi-a”. Observem que não há nos versos qualquer palavra chula, mas ela se coloca no ato da leitura. Se desejarmos metrificar ou escandir tais versos, vemos que são de sete sílabas, que terminam na última tônica negritada, descartando-se as demais. Notem que diferentemente das sílabas gramaticais, em razão da musicalidade dos versos, as sílabas poéticas são compostas de outra forma, podendo ter além de uma, duas ou três sílabas gramaticais, como ocorrem em alguns dos versos acima, onde elas aparecem sublinhadas. E, por falar em versos, quero convidá-los já para, imediatamente, “mentalizarmos como belas poesias, com métrica e rimas perfeitas, as chuvas a cair por sobre montanhas, planaltos e planícies, abastecendo rios e represas até suas bordas”, sem transbordá-los, se a Natureza puder nos ouvir. Podemos, desde já, começar a antever, como resultados das chuvas, as paisagens mais cheias de vida e maior navegabilidade fluvial de rios e lagos. A chuva que cai de mansinho ou não tanto seja somente “um bem descido do céu”, o céu geográfico ou astronômico mesmo. É fácil notar que a chuva ao cair exerce forte apelo estético, muitas vezes, com tom um tanto quanto romântico. Eu não consigo ficar indiferente, olho para fora e vejo a chuva caindo, nas janelas ou sacadas de outros apartamentos sempre alguém a observar o espetáculo da natureza. Nas ruas, sob as marquises, as pessoas paradas olhando. A chuva quando começa tem um atrativo particular, depois, se prossegue por mais tempo, habitua ou cansa um pouco o observador, as pessoas voltam a seus aposentos. Se a chuva é forte com raios e ventanias, ocorre uma outra sensação, a de um temor por um poder superior ou algo incontrolável, a recomendar que procuremos logo um abrigo e proteção. O maior sabichão da história sob céu de brigadeiro desaparece em cenário meio angustiante de inferioridade humana. Até o sujeito mais materialista se pergunta, naquele momento, se não pode ser Deus, apregoado sujeito bíblico, escondido na Natureza, a comandar todo aquele terror natural, ali presenciado pelos seus viventes. A manifestação natural de força, durante uma violenta tempestade, às vezes, pode ser apavorante a qualquer um, mesmo a quem domina bem a ciência das chuvas e das tempestades, por uma razão simples, alguns danos durante violentos temporais podem ocorrer, sendo impossível prever naquele instante as suas dimensões. E se forem de porte elevado os danos patrimoniais, como consertar os eventuais estragos, inevitáveis?! Afinal, quem em momentos assim, angustiantes, não chamaria por Santa Bárbara, como um grito de socorro, uma exclamação?!


PS – Eis, em nossa memória, um homem do tempo como não havia outro na época! Sua dedicação em descrever, relatar e explicar fazia de cada boletim meteorológico no rádio um pequeno programa, uma verdadeira aula para apreciadores da matéria, como eu e muitos outros radio-ouvintes atentos. Seus termos e expressões técnicas não deixavam dúvidas. “Chuvas aqui podem ser locais, típicas de verão, instabilidades passageiras. Massas polares formam sistema frontal, a frente, o meio chuvoso e a massa polar a erguer o ar que, se úmido, resfria e chove. Centros de alta pressão pelo mar, chuviscos costeiros e próximos da costa; se pelo Continente, chuvas fortes, temporais. Sistema estaciona, prolongam as chuvas, se retorna como quente e desce, perigoso! Humidade relativa do ar, cirros com ou sem círculo solar e cúmulos-nimbos”, saudades do mestre Narciso Vernizzi, a dar suas aulas do tempo! Rendemos com orgulho homenagens a um homem que desenvolveu com tanto amor, apuro e didática no meio radiofônico a previsão do tempo, hoje, tecnologicamente, tudo à vontade, sendo desdobrada em mapas até infográficos em cores na TV e Internet?! Como ficar indiferente a quem, a seu tempo dignamente, marcou passagem como o Homem do Tempo?! E eu, quanto aprendi, tornando-me melhor?!

MBT – Ano XXI (2020): Originário de 02/08/2014, um texto em reprise com vida nova!

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